Cidades

Apesar de orientações, moradores não colaboram com limpeza dos quintais

Apesar das orientações das autoridades de saúde e divulgações em âmbito nacional, muitos munícipes ainda não colaboram no sentido de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti de dentro das residências. A situação vem sendo constatada pelos funcionários do Serviço de Vigilância Epidemiológica de Penápolis, que ao visitarem as casas, ainda têm encontrado grande quantidade de criadouros com larvas. De janeiro até agora, cerca de 1.750 notificações para limpeza já foram feitas pelo município.
Segundo dados levantados pelo Serviço de Fiscalização de Obras e Posturas, 1.148 notificações já foram efetuadas para limpeza de terrenos nestes primeiros cinco meses do ano. Já o Serviço de Vigilância Epidemiológica foi responsável pela notificação de outras 600 residências, aproximadamente, no mesmo período.
As notificações são publicadas no Diário Oficial do Município e os proprietários têm um prazo de 20 dias para realizar a limpeza retirando todos os detritos e materiais depositados no local. Caso contrário, é aplicada uma multa no valor de R$ 631,45.
“Apesar de estarmos vivendo uma situação séria de epidemia de dengue, uma parte das pessoas ainda não se conscientizou para essa ameaça. A dengue pode levar a óbito, como já ocorreu este ano, e por isso a limpeza da residência tem que ser levada muito a sério”, alertou o encarregado da Vigilância Epidemiológica, Franklin Cordeiro.
“Temos encontrado quadros inadmissíveis, como pratinhos de plantas com larvas. Isso é algo orientado exaustivamente há muitos anos. Não é possível que moradores ainda não façam a sua parte neste sentido. Pedimos que nos ajudem nesta tarefa, pois vidas já foram perdidas e outras estão sendo colocadas em risco por conta de negligência de algumas pessoas”, lamentou ele.
“Novamente recomendamos que a população retire dos quintais os recipientes que acumulam água, assim como os pratinhas de plantas, e vistoriem calhas, sanitários sem uso, bandejas de geladeiras e caixas d’água, que devem permanecer tampadas”, lembrou Franklin.
O encarregado da Vigilância Epidemiológica ainda alertou as pessoas que vão ao cemitério levar flores. “Também temos encontrado muitos focos no cemitério, já que as pessoas deixam sobre os túmulos vasos com revestimentos de plástico. Estes enfeites acumulam água e se tornam criadouros de larvas do mosquito”, enfatizou. “Nossa recomendação é para que sejam retirados os plásticos envoltos nos vasos de flores”, disse.

Frentes
Nesta semana o Serviço de Vigilância Epidemiológica Municipal continua com diversas frentes para fortalecer o combate ao Aedes aegypti . Atividades educativas, visitas casa a casa, controle de criadouros e aplicação de inseticida.
Os agentes de controle de endemias e os apoiadores do setor, contratados recentemente para reforçar o número de pessoas nas operações, também realizaram na semana passada uma visitação às casas em construção do Residencial Marco Guerreiro, onde inclusive foram fechados os vasos sanitários que não estão sendo utilizados. Foram encontramos focos em 30% das residências que já estão prontas.
Servidores do setor ainda têm realizado atividades educativas junto à rede escolar (alunos, professores e equipe escolar), com palestras informativas.

Casos
Até o dia 10 de maio, foram registrados 289 casos positivos já confirmados por exame laboratorial, 11 casos confirmados por exame clínico epidemiológico, e outros 968 aguardam a confirmação por exame laboratorial.
Com relação a óbitos, a cidade tem três casos confirmados decorrentes da dengue. Um deles é de uma mulher de 33 anos ocorrido em 17 de março, outro de uma mulher de 85 anos em 18 de abril, e o terceiro de uma mulher de 30 anos ocorrido em 12 de maio.
Existem outros três óbitos suspeitos, em investigação epidemiológica e aguardando exames. São três homens: um de 57 anos ocorrido em 15 de abril, outro de 80 anos ocorrido em 19 de abril e um morador de 86 anos com óbito no dia 06 de maio. Os exames são realizados pelo Instituto Adolpho Lutz, credenciado pelo Ministério da Saúde.

DA REDAÇÃO
Penápolis

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