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Bombeiros confirmam 157 mortos e 165 desaparecidos em Brumadinho

Luciano Nascimento – ABr

As buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), entraram ontem no 16º dia. Na manhã de sábado(9), os trabalhos foram retomados pelos bombeiros com o auxílio de máquinas pesadas. Até o momento, 157 mortes foram confirmadas e 165 pessoas seguem desaparecidas.
De acordo com as informações mais recentes divulgadas pelos bombeiros, as buscas foram retomadas às 7h30. Desde a manhã, 12 helicópteros realizaram sobrevoos na região.
O efetivo total envolvido é de 390 pessoas, das quais 159 militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 130 bombeiros militares de outros estados, 64 integrantes da Força Nacional de Segurança e 37 voluntários. Também reforçam as buscas 17 cães farejadores.

RECUPERAÇÃO
O Instituto Inhotim, o maior espaço cultural ao ar livre da América Latina, vai participar da recuperação de Brumadinho. Instalado na cidade há 12 anos, o museu vai poder colaborar, entre outros projetos, com o reflorestamento da região. Fechado desde o dia 25 de janeiro, quando ocorreu o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, o museu reabriu ontem (9) com entrada gratuita para homenagear a população da região e os funcionários atingidos pela tragédia. Na cerimônia, haverá ainda um minuto de silêncio.
O diretor executivo do Inhotim, Antonio Grassi, disse que o instituto já desenvolve um trabalho na área ambiental e, a partir do Departamento de Jardim Botânico, poderá atuar tanto no cultivo de sementes quanto no de mudas do próprio viveiro.
“O Inhotim tem uma conexão muito grande com a região que pode ser muito importante no momento seguinte, quando a gente for tratar de áreas de reflorestamento. Certamente aqui vai precisar”, destacou em entrevista à Agência Brasil.

Projetos sociais
Outra área de atuação do Inhotim poderá ser na extensão dos projetos sociais que já são desenvolvidos pela instituição, como a Escola de Cordas, que recebe jovens da região e deu origem à Orquestra de Cordas. Além disso, tem o laboratório que trabalha também com jovens na conexão com outras instituições artísticas culturais do mundo. “Esse é um dos projetos bem-sucedidos em Inhotim que tem boa conexão com a região”, afirmou.
Segundo Grassi, ainda não há o desenho pronto de como serão as atividades que o instituto poderá desenvolver para a recuperação de Brumadinho, porque a tragédia é recente. Ele não afastou a possibilidade de, além das questões ambientais e educativas com os jovens, a instituição trabalhar em outras áreas.

EMPREGOS
A Vale se comprometeu publicamente (8) que vai garantir o emprego ou salário e o plano de saúde dos seus funcionários de Brumadinho até 31 de dezembro de 2019. A empresa reuniu-se com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em Belo Horizonte, para discutir os parâmetros de indenização dos trabalhadores da cidade mineira e das famílias dos que morreram no rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).
Após a reunião, a mineradora também garantiu que, além de salários e planos de saúde, vai prestar o atendimento psicológico aos trabalhadores até a alta médica, pagará um auxílio-creche no valor de R$ 920 (considerando os filhos de trabalhadores de até 3 anos) e auxílio-educação de R$ 998 para filhos de funcionários até que completem 18 anos.
Na reunião no MPT, tanto a promotoria quanto a Vale apresentaram propostas. Na segunda-feira (11), o MPT vai se reunir com sindicatos dos trabalhadores para discutir as propostas, entre outros temas. Na quinta-feira (14), está marcada uma assembleia em Brumadinho com a participação do Ministério Público do Trabalho, entidades classistas, trabalhadores e familiares dos atingidos pelo desastre.

 

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