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Birigui poderá permitir a entrada de bichos de estimação em hospitais públicos e privados para visitas a pacientes internados. A medida depende de aprovação de projeto com essa finalidade que tem como autores os vereadores Reginaldo Fernando Pereira (PTB) e Carla Cristina Bianchi (PSD), defensora da causa animal.
O texto estava na pauta de votação da sessão da Câmara de Birigui realizada na última terça-feira, mas foi retirado da ordem do dia a pedido de Reginaldo, devendo retornar à apreciação em plenário na semana que vem.
Os autores alegam, na proposta, que, muitas vezes, um paciente sob cuidados hospitalares tem, no animal de estimação, um refúgio de carinho e alegria. Eles ainda citam estudos científicos que mostram os benefícios para a saúde gerados pela relação entre homens e animais. “A internação não é uma experiência agradável, mas com a possibilidade de levar um animal de estimação, o ambiente se torna mais alegre e agradável, não só para o dono do animal, mas para todos os pacientes”, dizem os parlamentares. “Pelos comprovados testes e argumentos de melhora da condição do paciente, vimos nesta propositura relevante significado.”

EXIGÊNCIAS
A matéria, no entanto, estabelece uma série de critérios para a adoção da medida. Uma delas é o bicho estar com a vacinação em dia e higienizado com laudo veterinário atestando boa condição. O projeto deixa sob responsabilidade da comissão de infectologia do hospital a entrada do animal.
Os bichos deverão ser levados em recipiente ou caixa adequada. No caso de cães e gatos, devem estar em guias presas por coleiras e, se necessário, de enforcador e focinheiras.
Caberá aos hospitais criar normas e procedimentos próprios para organizar o tempo e o local de permanência dos animais para a visitação dos pacientes internados. De acordo com o projeto, será tarefa do médico responsável pelo paciente a solicitação e autorização da entrada do animal.
As visitas terão de obedecer a agendamento prévio na administração do hospital, respeitando a solicitação do médico e critérios estabelecidos por cada instituição. Tanto o médico como a gerência do hospital definirão o local de encontro.

PELO PAÍS
Medida como a proposta em Birigui já existe em outras localidades do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, virou lei no começo deste ano. Na capital paulista, regras semelhantes àquelas sugeridas em Birigui foram adotadas.
Já no Paraná, virou lei estadual após intenso debate. Os deputados aprovaram a medida, o governador vetou, mas os parlamentares derrubaram o veto. Apesar dos estudos que comprovam vantagens, há, na classe médica, quem veja a liberação com receio por causa das condições de saúde e comportamentais do animal. Isso, além dos custos que a obrigatoriedade pode gerar às instituições de saúde.

ARNON GOMES
Birigui


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