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GRUPO TENTA FRAUDAR VESTIBULAR DE MEDICINA EM PENÁPOLIS

A criminalidade dos grandes centros chegou ao interior. Ousados, os bandidos tentam levar vantagem com o que conseguirem. O município de Penápolis, que fica a 57 quilômetros de Araçatuba, foi o alvo escolhido por um grupo especializado em fraudar vestibulares. No último fim de semana, a primeira prova do vestibular do curso de medicina da Funepe (Fundação Educacional de Penápolis) foi aplicada na cidade. A quadrilha aproveitou para tentar fraudar o processo seletivo, mas não conseguiu.

A tentativa de fraude só foi descoberta quando os suspeitos voltavam para casa, na cidade de Teófilo Otoni, no estado de Minas Gerais. Os três ocupantes de uma caminhonete de luxo, sendo o motorista, um empresário de 28, a namorada dele, de 25, e um comerciante, de 40, foram abordados durante uma fiscalização de rotina por policiais do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), na rodovia Laurentino Mascari (SP-333), em Pongaí, região de Lins.

Os policiais estavam ali para combater o tráfico de drogas e pediram os documentos do condutor. Sem constatar nenhuma irregularidade, as equipes perceberam que algo de anormal estava acontecendo e perguntaram ao homem de onde ele estava vindo. Ele contou que voltava da realização de uma prova do vestibular do curso de medicina em Penápolis, mas que havia perdido o exame, mesmo depois de ter chegado com antecedência ao município.

A história não convenceu os policiais, que decidiram fazer uma vistoria dentro da caminhonete. Foi a partir de então, que a farsa começou a ser descoberta. Os PMs localizaram, no interior do veículo, rádios transmissores, detector de metal, rádio portátil, micro pontos e até mesmo uma antena de transmissão.

Sem saída, o empresário acabou confessando que eles foram até Penápolis para tentar fraudar o vestibular de medicina, vendendo as respostas aos candidatos por cinco mil reais. O criminoso se infiltraria em meio aos candidatos, passaria as respostas para os comparsas dentro da caminhonete pelos transmissores e estes ficariam responsáveis por repassar todo o conteúdo aos candidatos por meio dos pontos eletrônicos.

Ainda não se sabe o motivo, mas o grupo desistiu de praticar o crime e foi embora, antes mesmo de concretizar a ação, conforme o que foi registrado no boletim de ocorrência.

“Nesta delegacia, o investigado confessou que, de fato, iria tentar fraudar o vestibular de medicina, porém, desistiu antes de concretizar o ato”.

O trio foi apresentado na Delegacia Seccional de Lins, onde permaneceu à disposição da Justiça. Um inquérito foi aberto para dar andamento às investigações.

OUTRO LADO

A Funepe informou, por meio de nota, que sempre prezou pela “lisura, transparência e segurança de seus processos seletivos. Com o crescimento e ampliação da estrutura da faculdade, foi criada a CoPPS (Comissão Permanente de Processos Seletivos) visando ao aprimoramento e aperfeiçoamento de todas as etapas dos vestibulares (preparação, aplicação, correção e divulgação)”.

A instituição também corroborou e manteve a reafirmação de que todas as medidas de segurança foram tomadas pela equipe da fundação durante a aplicação da prova.

“Enfatizamos também que o acusado detido pela polícia não compareceu à aplicação da prova, conforme apurado pela CoPPS nas listas de presença do vestibular e de acordo com o boletim de ocorrência. A instituição prosseguirá normalmente com as próximas etapas (correção, divulgação dos resultados e matrículas)”, complementou a nota.

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