Comissão ouve população em reunião pública sobre a Elektro

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

Durante a noite desta terça-feira (09), os vereadores de Três Lagoas, da Comissão de Inquérito (CI) que vai investigar a qualidade do serviço prestado pela Elektro, ouviram as reclamações da população para coletar os problemas que estão ocorrendo no município e iniciarem as investigações. Apóstolo Ivanildo, Jorginho do Gás e Realino, respectivamente, presidente, relator e membro da comissão, contaram com o apoio de Jenner Ferreira, contratado pela Câmara para dar consultoria jurídica durante a CI.
Embora o público não tenha sido como esperado, moradores trouxeram grandes contribuições e questionamentos, como: a destinação da taxa de iluminação pública cobrada nas contas de energia, a potência das luzes dos postes e o porquê da cobrança, a partir de um valor mínimo.
A população também trouxe casos específicos, os quais devem ser comuns para muitos outros três-lagoenses: o prazo de 120 dias para fazer uma ligação de energia em um espaço comercial; maquinário da empresa queimado por causa do mau fornecimento de energia; taxas abusivas para clientes Pessoa Física; as constantes quedas de energia em propriedades rurais; corte de energia indevido (gerando transtorno e custo para religação); e a falta de viaturas para atender o munícipe, pois, atualmente, é necessário esperar alguém vir do estado de São Paulo para atender a ocorrência.
Estiveram presentes também os vereadores sargento Rodrigues e Sirlene. A vereadora questionou sobre postes de madeira ainda utilizados, alguns que estão podres com alto risco de queda. E, Rodrigues demonstrou indignação e tristeza pela instabilidade no serviço de energia elétrica. “Estou me sentindo impotente nesta Casa de Leis de tanto pedir e nada ser feito. Alguma coisa precisa ser feita. Essa comissão se faz necessária. Pior é que a sociedade acha que nós (vereadores) somos os culpados. Vocês não imaginam o quanto corremos atrás, indo na Elektro. E, se com a gente é assim, imagina com o cidadão três-lagoense”, desabafou.
Outro assunto discutido foi a poda de árvores. A população questionou de quem é esta responsabilidade, uma vez que, as árvores muitas vezes acabam prejudicando o fornecimento de energia. Sobre essa questão, o vereador Realino disse entender que “a poda de árvores seja de responsabilidade da Elektro, até mesmo porque a Prefeitura não tem conhecimento necessário para essa atuação de risco”.
Jenner Ferreira explanou aos presentes que as concessionárias de energia, como a Elektro, respondem a regulação específica e que o aspecto da qualidade no fornecimento do produto energia deverá ser analisado dentro dos parâmetros regulatórios definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Ferreira disse ainda que sente falta do Ministério Público Federal e Estadual participando destas reuniões públicas.
Apóstolo Ivanildo finalizou indicando um prazo de até 60 dias para a apresentação de um relatório e que a ANEEL demonstrou interesse em ajudar no caso. Realino agradeceu a presença de todos e citou um município no qual a população recebeu dinheiro de indenização da empresa de energia elétrica por causa de casos como estes.

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