Antônio Neto lamenta pouco tempo de rádio e TV para candidaturas do PDT

O candidato do PDT ao Senado por São Paulo, Antônio Neto, lamentou que seu partido possua pouco tempo no horário eleitoral gratuito para a apresentação de propostas e para o próprio conhecimento dos eleitores sobre as candidaturas. Com cerca de 20 segundos na propaganda eleitoral, Neto lamentou que o candidato de seu partido ao Governo do Estado, Marcelo Cândido, teve a sua campanha prejudicada. “Infelizmente o Marcelo Cândido tem muito pouco tempo de televisão e isso deu este problema da defasagem do conhecimento de quem é o Marcelo Cândido. Ele foi prefeito de Suzano por dois mandatos, saiu com mais de 50% de aprovação, tem projetos, tem competência, esperamos que o povo de São Paulo olhe com mais carinho para sua candidatura”, comentou.

Neto também fez críticas aos candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para o Governo Estadual. Ele criticou o ex-prefeito de São Paulo, João Dória, por ter deixado a prefeitura da Capital Paulista para concorrer ao cargo de Governador. “Quem é João Dória? Aquele que não cumpre suas palavras, suas promessas, ligado ao PSDB, que está infelicitando o povo brasileiro”, criticou.

O candidato ao Senado pelo PDT também não poupou críticas a Paulo Skaf, a quem acusou de usar o Sesi como palanque de sua campanha. “Você pega aí o Skaf, que é ligado ao Temer e toda esta corrupção. Está usando o Sesi para fazer suas propagandas, durante um ano e meio se apresentando”, disse.

Sobre a corrida presidencial, Antônio Neto acredita em Ciro Gomes, candidato à presidência pelo PDT, no segundo turno. Para ele a maior parte dos eleitores ainda não decidiu o voto. “Temos uma grande e imensa maioria que ainda não decidiu o candidato ao presidente da República. Então nos reportamos a estes eleitores que comparem os candidatos, para que prestem muita atenção e votem com a consciência necessária. Nessa disputa entre fascismo e aquela esquerda que não cumpriu suas tarefas no governo, é hora da mudança”, afirmou Neto sem citar as candidaturas de Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT.

Em relação ao cenário político atual para o Senado, Antônio Neto aposta nos indecisos para aspirar uma das duas vagas. Na pesquisa Datafolha divulgada por O LIBERAL REGIONAL na edição do último sábado, ele aparece com apenas 2% das intenções de voto. “As pessoas estão analisando seus candidatos. Muitos não sabem em quem votar, muitos não sabem sequer que votarão em dois candidatos. Nisso temos a confiança que o povo brasileiro e o povo de São Paulo vai saber olhar com carinho. Muitos candidatos apresentam propagandas muito bonitas na TV, mas já são deputados federais, já lutaram contra o povo e os trabalhadores. Nossa candidatura é nova, moderna e tem compromisso com os trabalhadores”, afirmou.

Candidato quer viabilizar 2 milhões de empregos no Estado
Em seu programa eleitoral no rádio e na TV, Antônio Neto tem dado destaque para a criação de empregos e promete viabilizar mais de 2 milhões de vagas de trabalho em trabalho conjunto com o Presidente da República. Ele explicou como pretende isso. “No Brasil tem mais de 7.200 obras paradas. Nós queremos viabilizar empregos forçando com que o FGTS do trabalhador seja utilizado na aquisição de imóveis de programas sociais, viabilizando empregos na construção civil. Em um segundo momento seria também as obras de saneamento básico, tem verba que pode ser utilizada e automaticamente você puxa a economia, absorvendo bastante mão de obra”, disse.

Neto também afirmou já ter discutido com o candidato a presidência Ciro Gomes uma possível mudança no sistema tributário. A intenção é que os impostos pagos no Estado sejam utilizados por aqui. “Precisaria fazer uma reforma tributária. Hoje com essa guerra fiscal, os Estados oferecem para empresas que estão em São Paulo para que se mudem para Goiás, por exemplo. Quando você manda o produto de Goiás para ser consumido em São Paulo, automaticamente o ICMS fica na origem, e nossa intenção é mudar isso”, afirmou o candidato que ainda disse que o pacto federativo precisa ser revisto. “Temos 17 estados falidos atualmente, você vê que Rio de Janeiro, Minas Gerais, dentre outros, estão atrasando salário de funcionários públicos. A ideia é refazer esse pacto federativo para que possamos ter mais recurso para os municípios e para os estados”, concluiu.

Da Redação

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