VIA RONDON ISOLA RODOVIA E EMPRESAS PODEM FECHAR

Quatro empresas de Andradina que juntas oferecem mais de 60 empregos diretos podem fechar. Elas estão instaladas há vários anos na via marginal da Rodovia Marechal Rondon. Porém, nesta sexta-feira (20), a Concessionária Via Rondon isolou a área com guard-rail. Clientes e empresários não têm acesso aos estabelecimentos. A Prefeitura de Andradina informou que vai recorrer à Justiça e à Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) para liberar a área. Procurada por meio de e-mail neste sábado, a concessionária não se manifestou até o fechamento da reportagem.

A conclusão de duplicação da Marechal Rondon foi em 1997. A empresa concessionária assumiu a rodovia em maio de 2009. Das quatro empresas prejudicadas, três estavam instaladas antes deste período. O empresário Marcelo Meza, diretor de uma renovadora de pneus, disse que seu pai, José Meza, instalar a empresa no local em 1989. Já Milton de Paula Vieira, que tem um truck center (atendente exclusivamente veículos) pesados, já está na área desde 2005. Outra empresa prejudicada é a Borracharia Bambu, com mais de 30 anos na área. A mais nova no local é uma transportadora, com veículos que prestam serviços para usina.

Via Rondon fecha empresas (6)

Milton Vieira disse que seus clientes têm veículos com até 30 metros de cumprimento e que não podem transitar na cidade. “São em média 10 caminhões por dia”, disse ele, frisando que estes clientes estão sem atendimentos. Vieira admite que se a situação não for resolvida rapidamente, terá que demitir funcionários. Sua empresa tem nove empregados diretos.

O transportador Miguel Alarcon estava no local no momento em que a reportagem acompanha a questão. Ele disse que seus veículos prestam serviços para usinas e precisam de manutenção. Ele conversa com Milton Vieira como fazer para resolver a questão.

O empresário Marcelo Meza disse que a renovadora de pneus depende do acesso à rodovia para atender os clientes. Se isso é impossível trabalhar, tanto para receber como para escoar a produção. Ele tem 30 funcionários. Dirk Marins, da Borracharia Bambu, disse que tem quatro funcionários e que vive basicamente do movimento da rodovia. Sem acesso, todos estavam parados. Já a transportadora tem 20 funcionários.

A regularização do acesso à rodovia já vem sendo tratada há algum tempo, mas os empresários esperam a conclusão da via marginal.

POLÊMICA

Marcelo Meza disse que aguardar a construção da via marginal para construção de um hotel. O projeto já está pronto. “Já participei de várias reuniões com autoridades locais, da Prefeitura e vereadores. Mas até agora nada de concluir a marginal. Agora, para nossa surpresa, isolaram a área”, disse o empresário, que junto com os vizinhos, esteve na Prefeitura na sexta-feira para apresentar o problema.

A única forma de acesso aos quatro estabelecimentos é pela Rua Princesa Isabel, que tem trecho de terra. Porém, precisa passar por dentro de um terreno. O proprietário, vendo a precariedade da situação, vislumbrou a possibilidade de ganhar algum dinheiro. Disse que vai cerca a área para não passarem pelo seu terreno.

PREFEITURA

O jornalista Juliano Silva, secretário de Governo, disse que a Prefeitura já está se movimentando nas esferas administrativa, jurídica e política. Na área jurídica, o trabalho é no sentido de obter uma liminar para garantir o acesso das empresas. Na esfera administrativa, a busca é de solução junto à Artesp e à Via Rondon. Há também a vertente política, para movimentação junto ao governo do Estado.

“Vamos buscar a solução”, concluiu Juliano Silva.

ANTÔNIO CRISPIM – Andradina

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