MOBILIDADE URBANA DIZ QUE VAI INSTALAR SINALIZAÇÃO APÓS MORTE DE MOTOCICLISTA

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Araçatuba informou que irá finalizar em até dez dias a instalação de sinalização vertical e horizontal, assim como uma lombada no cruzamento em que aconteceu um acidente com morte no bairro Hilda Mandarino, na tarde de terça-feira (10).

O corpo de Everton Pereira dos Santos, de 34 anos, foi enterrado no cemitério do bairro Rosele na tarde de quarta-feira (11). O acidente aconteceu por volta das 16h no cruzamento das ruas Valentim Rodrigues com a Galdêncio Baptista de Almeida. A vítima seguia com uma motocicleta pela via quando foi atingida pelo motorista de um caminhão, com placas de Jales, que teria desrespeitado o sinal de pare.

Com o impacto, Almeida caiu no asfalto e foi atropelado pelo veículo. Equipes do Resgate, do Corpo de Bombeiros, chegaram a ser acionadas para socorrer a vítimas, mas ela morreu antes mesmo da chegada dos socorristas. Logo em seguida, policiais militares foram acionados e isolaram a área para o trabalho da perícia técnica. Após o acidente, uma aglomeração de pessoas se formou no local. O laudo pericial deve ficar pronto nos próximos 30 dias.

O pai do rapaz chegou até ao endereço. Bastante abalado, ele contou aos policiais militares que estavam atendendo a ocorrência que o filho havia acabado de sair da casa da ex-sogra, que mora na rua Valentim Rodrigues. Os PMs encontraram com a vítima um RG em nome de outra pessoa. A Polícia Civil abriu inquérito para dar andamento às investigações sobre o caso.

SINALIZAÇÃO

A equipe da reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL voltou ao local do acidente na manhã de hoje. Diversas ruas no local não possuem sinalização adequada. Em um segundo cruzamento a poucos metros de distância do local da batida de terça, a sinalização de pare no solo está apagada e não existe nenhuma placa orientando os motoristas. No asfalto, estilhaços de vidros e peças de outra moto foram encontradas. Segundo a vizinhança, houve outro acidente no último fim de semana no local.

Dona Antônia Rita mora no endereço há aproximadamente 20 anos. Ela já está acostumada em presenciar batidas por ali. “Não tem respeito, eles passam em alta velocidade. Quem é de fora, acaba não enxergando as placas de sinalização e acontece isso. É o segundo que morre nesse cruzamento aqui em menos de um ano”, contou à reportagem.

Já o mototaxista Antenor, que estava no bairro fazendo uma corrida, disse ao O LIBERAL REGIONAL que frequentemente passa pelo cruzamento e quase foi vítima de um acidente. “A gente tem que ficar atento, porque a sinalização é muito ruim”, disse.

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