FROTA DE VEÍCULOS DE ARAÇATUBA AUMENTA 140% EM 17 ANOS

No período de 17 anos, a frota de Araçatuba passou de 68.776 (dezembro de 2001) para 167.421 (dezembro de 2017). O aumento da frota, a exemplo de outras cidades, não foi acompanhado pelos investimentos no setor de mobilidade. Por isso, hoje a cidade apresenta pontos de estrangulamento em determinados horários. Mesmo com investimentos feitos recentemente, a cidade ainda sente a falta de plano de mobilidade. O atual governo, com a proposta de abrir ou concluir pelo menos mais cinco avenidas, pretende atenuar o problema do trânsito na cidade.

A evolução da frota do município mostra que a cidade passou por transformações econômicas e sociais. Em 2001, Araçatuba tinha apenas 333 caminhões-trator. Este número passou para 668 em 2009 e 1.155 em 2017. Isso mostra mudança no perfil de transporte, resultado do aumento de indústrias, como usinas de cana e outras do agronegócio. O número de caminhonetes também surpreendeu, passou de 5.713 em 2001 para 8.870 em 2009 e 15.512 em 2017. Já as motocicletas e motonetas eram 19.929 em 2001, chegando a 50.964 em 2009 e 58.008 em 2017.

No segmento motos e motonetas, percebe-se que houve desaceleração no crescimento da frota. Em 2001, as motos representavam 28,97% da frota. Já em 2009, as motos eram 44,48% da frota e em dezembro de 2017, eram 34,64%. Uma significa queda neste segmento.

Os números mostram que o crescimento também em relação à população de Araçatuba. De acordo com os dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2001, Araçatuba tinha população de 169.254 (censo de 2000) e frota de 68.776. Isso significa a média de 0,406 veículo por habitante. Já no final de 2017, a população era de 194.874 e a frota de 167.421 veículos. Isso representa a média de 0,859 veículo por morador. Ou seja, a proporção aumentou mais de 100%.

EXPLICAÇÃO
Profissionais do setor ouvidos pela reportagem atribuíram o aumento da frota ao bom momento que o país passou, com boa oferta de emprego e crédito fácil. Houve política de estímulo ao consumo. No entanto, com a crise que atingiu o país, houve retração e o setor automobilístico passou por sérios problemas, chegando a fechar unidades industriais e agência de revenda. Aos poucos o setor começa a dar sinais de recuperação.

Antônio Crispim

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