POLÍCIA CIVIL DE ARAÇATUBA CENTRALIZA OPERAÇÃO CONTRA ORGANIZAÇÃO NO ESTADO

A Delegacia Seccional de Araçatuba deve receber até a próxima segunda-feira (01) todos os objetos e provas apreendidas durante a deflagração da primeira fase da operação ‘Homem de Ferro’, que investiga uma organização suspeita de praticar assaltos em empresas de transporte de valores no Brasil e no Paraguai.

A Polícia Civil de Araçatuba está no centro das investigações no estado de São Paulo, já que todo o trabalho de nove meses de apuração aconteceu na cidade, depois que cerca de 30 homens, armados com arsenal de guerra, fecharam rodovias, ruas e avenidas do município e atacaram com dinamites o prédio da Protege. O bando atacou ainda o quartel da Polícia Militar e na fuga levou dez milhões de reais.

Na ação, o policial civil André Ferro, 37 anos, foi executado com requinte de crueldade pelos criminosos. Durante a operação, a Polícia Civil prendeu o suposto autor do assassinato em Ferraz de Vasconcelos, na grande São Paulo. Os investigadores usaram uma nova tecnologia investigava para se chegar até parte do bando. O método usado não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

TRABALHO REFORÇADO

Os feriados e as datas comemorativas passaram longe das equipes policiais de Araçatuba desde o fatídico dia 16 de outubro de 2017. Dias e noites foram trocados por análises e mais análises. No total, a Polícia Civil interceptou 352 alvos, analisou 1.238 históricos de chamadas, 2.101 cadastros telefônicos, 7.760 cruzamentos de números de telefone, além de contas em redes sociais.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que desde o início dos trabalhos investigativos, a Polícia Civil de Araçatuba trabalhou meticulosamente com todos os detalhes possíveis. Alguns dias antes da ação que resultou em 22 prisões, agentes policiais participaram de uma palestra, onde foi detalhada cada tarefa que seria executada no dia da deflagração da operação.

Do total de prisões, 16 delas foram por mandados de prisão temporária, válidos por 30 dias, e seis em flagrante. Além disso, a polícia apreendeu sete quilos de maconha, 400 gramas de crack, mais de um quilo de cocaína e seis tubos de lança-perfume. As equipes também localizaram seis armas de fogo, grande quantidade de cargas roubadas e quase R$ 46 mil em dinheiro.

Na região de Araçatuba foram cumpridos mandados de busca em Glicério, Buritama e Guararapes. Em Birigui, dois homens foram presos por suspeita de participação no assalto à Protege. Segundo as investigações, eles teriam auxiliado a quadrilha, composta por 25 a 30 pessoas, a alugar um rancho em Glicério e uma casa no bairro Jardim Universo, em Araçatuba, para que os criminosos monitorassem toda a movimentação no prédio. A organização teria ficado nos locais pelo menos um mês antes do assalto.

O principal contato dos membros da facção criminosa em Araçatuba foi o araçatubense Edgar dos Santos Silva, o ‘Edgarzinho’, considerado pelas autoridades um dos maiores assaltantes de banco do estado.

você pode gostar também