POLÍCIA PRENDE ENVOLVIDOS NO ASSALTO À PROTEGE EM ARAÇATUBA

ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

Depois de oito meses de investigações, a Polícia Civil anunciou na manhã desta quinta-feira (28), o esclarecimento do assalto ocorrido ao prédio da Protege no dia 16 de outubro do ano passado. Até o momento foram presas temporariamente 16 pessoas e há mais oito mandados para serem cumpridos. Em Birigui foram presas duas pessoas suspeitas de envolvimento no crime. O delegado Paulo Antônio Natal, titular da Delegacia de Investigações Gerais de Araçatuba, disse que o trabalho vai continuar a partir das informações obtidas com a prisão destas pessoas e apreensão de documentos, objetos e celulares. A Operação Homem de Ferro para cumprir 24 mandados de prisão e 147 de busca e apreensão foi desenvolvida na manhã desta quinta-feira.

De acordo com o delegado, a complexidade do crime, com ação de uma organização criminosa de alto poder financeiro e a participação de subgrupos, divididos por tarefas, dificultou as investigações. “Fizemos várias viagens”, disse Paulo Natal, destacando que o trabalho de inteligência da Delegacia Seccional de Araçatuba usou técnicas inéditas nesta investigação. “Alguns criminosos que participaram do crime em Araçatuba estiveram em Uberaba, Ribeirão Preto, Santos e outros crimes semelhantes”, disse o delegado, admitindo que pessoas presas em Caldas Novas (Goiás), no ano passado após o assalto à Rodoban (Uberaba) participaram do crime em Araçatuba.

Os líderes da quadrilha são da região Metropolitana de São Paulo (Ferraz de Vasconcelos), mas tiveram apoio local. A polícia constatou que Edgar dos Santos Silva, 50 anos, atualmente preso na Bolívia e que foi condenado pelo assalto ao carro forte da Protege em, 1997, era um dos contatos da quadrilha na região e que repassou informações. No entanto, ele foi preso antes da consumação do assalto.

MORTE DO POLICIAL

Segundo Paulo Natal, foi preso um suspeito da execução do policial André Ferro. “Pelas filmagens constatamos que o assassino do policial saiu de uma Land Rover. Por imagens vimos que cinco homens saíram do veículo e chegamos ao suspeito pela altura. Um dos presos o indicou como autor.  Paulo Natal disse que André “foi executado covardemente por ser policial”.

 

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