HOMEM É CONDENADO A 16 ANOS DE PRISÃO DEPOIS DE MATAR EX-COMPANHEIRA

A Justiça de Andradina condenou na última quarta-feira (13) Everton Ferreira Alencar a 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por feminicídio, após assassinar a ex-companheira por motivo torpe envolvendo violência doméstica e familiar.

 

O crime ocorreu em setembro de 2015, em Castilho, na residência da vítima, no bairro Leão I. Alencar matou a esposa com  um golpe de faca. O casal vivia em união estável há cerca de três anos, porém o relacionamento era conturbado em razão do comportamento agressivo dele. Nessa noite, após retornar de um bar, ele surpreendeu a mulher, que estava deitada em um colchão. Ele estava acompanhado de um primo dela que tentou evitar que o réu agredisse a vítima, mas o acusado continuou a agredi-la, puxando-a pelos cabelos e a jogando ao solo.

 

Tanto Alencar quanto a vítima foram para fora da residência, momento em que ele desferiu uma voadora contra a ex-mulher e ainda tentou agredir o primo dela. Na presença de populares, o homem do local dizendo que voltaria para matá-la. Pouco tempo depois ele voltou e, pelos fundos da residência, surpreendeu a vítima agredindo-a com uma faca. Em razão dos ferimentos, a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo da chegada do Resgate. O criminoso foi denunciado no dia 27 de outubro de 2015.

 

De acordo com a promotora de Justiça Rita de Cassia Sakai, no plenário houve sustentação por parte do Ministério Público do Estado de São Paulo sobre a importância de combater o feminicídio. “Não só do caso concreto, eis que provado que o réu havia matado a companheira, motivado pelo sentimento de posse e de vingança, mas também porque o Brasil é o quinto país com maior taxa de feminicídio no mundo, o que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, Secretaria de Política para as Mulheres e Secretaria Nacional de Segurança Pública a  elaborar diretrizes nacionais para investigar as mortes violentas de mulheres. Isso é feito com o auxílio de promotoras de Justiça, magistradas, defensoras públicas, delegadas de Polícia, peritas, analistas e assessoras, entre outras mulheres. No ano de 2017, no país, foram registrados 946 feminicídios,” ressalta a promotora.

 

Logo após a condenação, Alencar voltou para o presídio no qual cumpre pena desde quando foi preso pelo assassinato da vítima. O local não foi divulgado pelas autoridades por motivos de segurança.

 

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