Após fim da greve dos caminhoneiros, indefinição marca o setor de combustíveis

ANTÔNIO CRISPIM

A greve dos caminhoneiros, que durou aproximadamente 10 dias terminou há uma semana, mas até o momento o setor de combustíveis ainda está instável. A redução do preço do diesel, principal reivindicação dos caminheiros, ainda não chegou aos postos nos percentuais negociados. Nesta semana, o governo admitiu que a redução pode demorar alguns dias e que será de forma gradativa. Porém, os preços dos demais combustíveis – etanol e gasolina – dispararam. Proprietários de postos admitem que o mercado está instável e ainda não foi normalizado. Há postos sem diesel. Ou, na dúvida, prefere não comprar o produto para enfrentar represálias e fiscalizações mais rigorosas do governo.

O proprietário de um posto, que pediu para não ser identificado, disse que os valores anunciados e os percentuais negociados, não estão sendo praticados pelas distribuidoras. “Como estamos na ponta da cadeia, em contato com o consumidor, somos nós que sofremos as maiores críticas e estamos mais expostos a fiscalizações. Por isso, sem conseguir reduzir o preço, o aconselhável é não comprar o diesel”, disse. No posto deste empresário há etanol e gasolina e os preços estão na mesma média dos demais estabelecimentos da cidade.

Desde o início de maio a reportagem de O LIBERAL REGIONAL vem acompanhando periodicamente os preços dos combustíveis, com reduções e aumentos. Em alguns momentos houve queda evidente acentuada em determinados estabelecimentos, revelando a concorrência. No entanto, desde que foi deflagrada a greve dos caminhoneiros no dia 21 de maio, o setor passou por turbulências, como falta do produto e elevação de preço, obedecendo a lei da oferta e procura. Quando a procura é maior, tendência é a elevação dos preços. Houve casos pontuais de exagero ou abuso, com a gasolina vendida a R$ 4,99 e até R$ 5,49.

Nos últimos dias os preços estabilizaram, com diferenças normais entre postos. Porém, o que chama a atenção é que o diesel em nenhum posto teve a redução anunciada pelo governo de 46 centavos. Já o etanol e a gasolina mantiveram-se em alta de 30 a 40 centavos.

você pode gostar também