Nova linha de frente de partido tem sindicalista, militar e empresário

ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Na linha de frente do mesmo partido político, um sindicalista, um militar e um empresário. Uma combinação como esta, há algum tempo, poderia parecer impensável, mas é a nova configuração do comando do PSL em Araçatuba. A mudança está diretamente ligada à ida do deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (RJ) para a legenda, ocorrida em março deste ano. As mudanças foram anunciadas ontem, em entrevista coletiva e serão registradas na Justiça Eleitoral nos próximos dias.

Presidente do Sisema (Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba) e primeiro vereador eleito pela sigla na história política local, Denilson Pichitelli continua presidente do partido. 

Entretanto, nos postos subsequentes da hierarquia partidária na cidade, grupo ligado ao parlamentar teve de ceder espaço à nova ala formada no partido com a adesão de Bolsonaro por influência da direção estadual do partido. Com isso, o policial militar aposentado e economista Evandro Everson Santos passa a ser o vice-presidente municipal do PSL, equanto o empresário Rodrigo Andolfato fica como secretário-geral da agremiação.

Até então, apesar de estarem filiados ao mesmo partido, Everson e Andolfato não tinham relações políticas com o representante da Câmara Municipal. As filiações deles, aliás, ocorreram via São Paulo.

Ainda não há uma definição se o partido lançará candidato a deputado estadual ou federal pela região na eleição de outubro. Para o trio, antes de se definir as pré-candidaturas, é preciso estabelecer o “pré-alinhamento” dos correligionários com as ideias de Bolsonaro. 

Hoje, o PSL tem cerca de 700 filiados em Araçatuba. Enquanto Pichitelli diz apoiar Bolsonaro conforme as diretrizes do partido, Everson avalia que o deputado fluminense tem uma pauta concreta de segurança pública. Para Andolfato, o parlamentar é o que mais se aproxima de bandeiras liberais dentre todos os nomes que se apresentam, no momento, como opções à sucessão de Michel Temer (MDB) no Palácio do Planalto.

TRANSFORMAÇÃO

Com a ida de Bolsonaro, de “nanico”, o PSL passou a ocupar os holofotes da política nacional. Junto com o presidenciável, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenções de votos, outros oito deputados foram para o partido. “Houve, então, uma transformação”, avalia Pichitelli. 

“Por isso, o que aconteceu em Araçatuba não foi um racha, mas uma soma. Essa união foi decidida com muito respeito e diálogo”, garante o presidente local do partido.

Durante a entrevista, o novo comando do partido foi questionado sobre qual postura adotará caso posturas do parlamentar consideradas polêmicas diante de temas sociais sejam exploradas por seus adversários políticos. O trio, no entanto, fala em estabelecer um maior diálogo com a socieade a fim de que estas questões não tragam efeitos negativos para a campanha de Bolsonaro.

você pode gostar também