Estado e município farão ações para ampliar capacitação de mão de obra

ARNON GOMES – BIRIGUI

A Prefeitura de Birigui e o Estado traçaram, ontem, uma série de ações voltadas a ampliar a mão de obra capacitada no município. As estratégias foram discutidas, à tarde, no Paço Municipal, durante visita do secretário estadual adjunto do Emprego e das Relações do Trabalho, Bruno Maluly. Ele esteve reunido com o prefeito Cristiano Salmeirão (PTB), secretários municipais e vereadores. No encontro, o chefe do Executivo municipal entregou ao representante do Estado pedido para a implantação do PEQ (Programa Estadual de Qualificação) na cidade. Outra medida discutida foi a formação de professores para as novas turmas do Time do Emprego.

O pedido formal de adesão ao PEQ foi feito após Maluly explicar seu funcionamento aos responsáveis por órgãos ligados ao trabalho pertencentes à administração municipal. De acordo com o secretário, o PEQ consiste na realização de cursos profissionalizantes com duração de dois meses em setores com vagas de trabalho indicadas pela comissão municipal do emprego. Na maioria das vezes, são oportunidades nas áreas técnicas, como mecânica e eletrônica. Durante o curso, explicou Maluly, o aluno, se estiver fora do mercado formal de trabalho, recebe bolsas auxílio de transporte e alimentação no valor total de R$ 660. “Trata-se de um programa rápido que ajuda a pessoa a conseguir a vaga e ajuda também o contratante, que está com dificuldade de achar o candidato”, disse Maluly. 

Ainda na reunião, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Nelson Giardino, citou exemplos de situações existentes na cidade em que encontrar um profissional apto para determinada oportunidade de trabalho foi tarefa árdua para o empresário. Uma delas ocorreu no setor de ótica, em que o empregador, simplesmente, não encontrou trabalhador capacitado. Outra situação se deu em uma fábrica que, em seu quadro, tinha dez engenheiros, sendo nove deles oriundos de outras cidades. “Existem muitos casos com dificuldades de se encontrar pessoas capacitadas para as vagas. Então, precisamos dar a capacitação para que, quando a economia melhorar e as vagas aparecerem, haja pessoas preparadas”, emendou Giardino.

DEPENDÊNCIA

Conhecida como uma cidade operária, Birigui teve resultados positivos em recentes pesquisas sobre geração de empregos do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Entretanto, o setor em destaque ainda é o calçadista, carro-chefe da economia local. O Caged do mês passado, por exemplo, mostrou que este segmento abriu 78 oportunidades somente em abril deste ano. 

Por isso, o prefeito defendeu a diversificação da atividade econômica local em seu discurso. “Entregamos o pedido para a implantação do PEQ, tendo como principal objetivo a qualificação da mão de obra e criação de oportunidades para as pessoas conseguirem emprego. Hoje, o emprego é disputado como se fosse uma vaga em um vestibular de medicina. Então, precisamos diversificar a economia”, afirmou o petebista.

Adesão ao Time do Emprego é renovada

A formação de novas turmas do Time do Emprego é outra aposta para ampliação da capacitação dos trabalhadores da cidade. Na tarde de ontem, foi renovado o termo de adesão do município a esse programa estadual, que também consiste na realização de cursos, porém, voltados a quem está desempregado no sentido de passar orientações sobre como preparar um currículo, portar-se em uma entrevista e identificar vagas disponíveis conforme o perfil da pessoa. No final, ocorre ainda uma análise que permite saber se a pessoa tem perfil empreendedor. 

“Se assim constatado, o curso já encaminha a pessoa para o Banco do Povo Paulista, que cria novas vagas de trabalho”, complementou Maluly. Giardino ressaltou que, no ano passado, Birigui formou duas turmas do time. 

Hoje, no entanto, o desafio é formar novos professores, também chamados de “facilitadores” no programa. Para isso, a partir do próximo dia 25, está previsto o início de um treinamento com duração de dez dias. Passado esse período, já com os novos orientadores formados, caberá ao município definir as datas para a realização do curso. Pela parceria, cabe à Prefeitura ceder o local para a realização, enquanto ao Estado, o fornecimento da mão de obra e do material, como caderno, apostila e mochila. 

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