Sandro Cardoso: de mirim a presidente da OAB

ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

O presidente da subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de Araçatuba, Sandro Laudelino Ferreira Cardoso nasceu no dia 24 de agosto de 1971, em São Paulo. Porém, ficou residência em Araçatuba quando tinha 9 anos, após rápida passagem por Valparaíso, devido à transferência de seu pai, João Cardoso (policial militar). Sandro Cardoso chegou à OAB como mirim, depois foi contratado. Após concluir curso de direito foi exercer a profissão e foi eleito presidente da instituição. “Amo a OAB. Tudo que tenho e sou devo à OAB”, diz Sandro Laudelino Cardoso.

Aos 9 anos, Sandro e o irmão João foram para a Polícia Mirim. “Minha infância foi ótima. Eu e meu irmão ingressamos na Polícia Mirim, à época sob o comando do  senhor Mariano. Lá passei parte da infância e adolescência e, complementando a educação que tive em casa, pude aprender tudo o que era necessário para uma vida profissional pautada em princípios. Morava alí perto e estudava no Nilce Maia, época boa onde tínhamos em nosso currículo aulas de EMC Educação Moral e Cívica, cantávamos o hino nacional no páteo ao hastear a bandeira antes de adentrarmos a sala de aula”, relembra Sandro, citando que foi mirim na Cobrac, em escritório de contabilidade, na TAM e depois na OAB.

Chegou à OAB em meados da década de 1980. Ao completar 16 anos, em 1987, foi contratado pela Ordem. Trabalhou em todas as salas da OAB, no Fórum estadual, na Justiça do Trabalho e na Justiça Federal. 

“Sendo funcionário da OAB eu via a faculdade de Direito como um caminho natural e em 1996 com mais alguns amigos fomos estudar Direito na Unoeste de Presidente Prudente, pois na época tinha apenas uma faculdade aqui com apenas uma turma noturna. Tempos difíceis, 160 km de ida mais 160 km de volta todas as noites. Em uma dessas noites de viajem pra faculdade, no dia 10 de março de 1997,  nasceu meu filho Vinícius”, recorda o presidente da OAB, que concluiu o curso na Faculdade Toledo, em 2000. 

“É um orgulho, uma satisfação saber que cheguei aqui porque fiz por merecer e tive a confiança dos advogados da subsecção. Depois que sai da entidade ainda continuei atuando na Comissão de Ética e Disciplina. Já são 31 anos dentro da OAB e ainda há muito o que fazer. Hoje entendo porque antigos presidentes e diretores se empenhavam tanto em prol da entidade. Todos que por lá passaram gostavam do que faziam. Eu não gosto, mas sim AMO a OAB. Do pouco que tenho, devo muito a ela. Só minha mulher mesmo pra entender a razão de eu dedicar tanto tempo de sua vida à entidade”, explica.

Sandro Cardoso fala com muito carinho do pai, João Cardoso, como referência pessoal. “Passou muitos percalços na vida e ao lado de minha mãe Luzia Salesse Cardoso sempre nos deu educação necessária para que pudéssemos enfrentar as adversidades da vida. Referência profissional tenho e não são poucas, mas para não cometer uma injustiça, falo apenas os vários advogados e advogadas que por aqui passaram e hoje já não estão mais entre nós,  diretores de OAB com os quais muito aprendí. Todos são muito lembrados e queridos por mim”, acrescenta. 

Para Sandro Cardoso, todos deveriam estudar Direito. “Saber corretamente sobre seus direitos e sobre os direitos alheios é primordial. Isso acabaria com a as piadinhas de mau gosto de que ”fulano foi solto, ou não foi preso, porque tinha advogado”. O leigo tem a mania de imputar ao advogado todas as mazelas de seu sentimento muitas vezes vingativo. O devido processo legal e a ampla defesa é garantido constitucionalmente a todos e ele é exercido ao cidadão por meio do advogado. É fácil falar e julgar um advogado, até a hora que o infortúnio acontece com um dos seus”. 

“O judiciário, diante das atribuições constitucionais, sobretudo com a reafirmação do poder Judiciário como Poder guardião da Constituição e responsável último para resolver qualquer questão que seja levada à sua apreciação, é também um dos pilares do Estado Democrático de Direito”, enfatiza.

“O momento político atual é turbulento, ainda nebuloso diante do que temos visto nos acontecimentos depois da Lava Jato. Mas tenho visto também que a população em um contexto geral está acordando, ficando mais esperta pra esses acontecimentos. Não se pode ficar inerte a tudo isso. Todo esse contexto de política e corrupção influenciou na economia, visto envolver a maior empresa brasileira. Esperamos que as eleições tragam ao poder aqueles que realmente se preocupem e façam algo em prol dos brasileiros”, diz Sandro, revelando esperança no futuro.

“A profissão de advogado é realmente inspiradora. Lutar e pedir pelo direito de terceiro exige muito conhecimento e por isso sempre digo aos novos advogados: Estudem e se aperfeiçoem. Estudar nunca é demais. O advogado deve estar na busca constante do conhecimento. A profissão de advogado, assim como as outras, tem seus bons e maus momentos. Por isso o bom advogado não se deixa abater e sempre está pronto pro que der e vier”, concluiu Sandro Cardoso.

FAMÍLIA. 

Sandro é casado desde o dia 3 de setembro de 1994 com Marilza Victório Cardoso. O casal tem dois: Vinícius Victório Cardoso 21 anos, bombeiro e Guilherme Victório Cardoso 17 anos, estudante.

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