Idoso não morreu por febre amarela na região, diz laudo

Confirmação foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz. Causa da morte continua desconhecida

O Departamento Municipal de Saúde de Buritama, município a 54 quilômetros de Araçatuba, descartou que a morte de um idoso, de 65 anos, na cidade em fevereiro deste ano tenha sido causada pela febre amarela. O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, concluiu a análise dos exames do paciente na última quarta-feira (30). 

Segundo informações do departamento, o homem tinha tomado a vacina contra a doença em 2007, mas mesmo assim, a Vigilância realizou bloqueio no bairro onde ele morava, e fez todas as medidas preventivas, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, já que alguns dias antes, um macaco foi encontrado morto nas imediações. 

 

“Em Buritama, a notificação foi de dengue e febre amarela. Em Birigui, foram de leishmaniose, dengue, leptospirose, hantavírus, hepatite virais e febre maculosa. Todas as ações realizadas basearam-se nas normas técnicas do Ministério da Saúde”, informou nota enviada pela Prefeitura.

O paciente, identificado como Juvenal Gonçalves, ficou internado na Santa Casa de Birigui e morreu no último dia 14 de fevereiro. De acordo com informações do secretário de Saúde de Buritama, Edilson Carlos de Paiva, o paciente morava no bairro do Livramento e começou a sentir os primeiros sintomas da doença no dia 30 de janeiro. Na mesma data, o paciente foi notificado com dengue. 

Cinco dias depois, o idoso procurou a Vigilância Epidemiológica do município para ceder amostras de sangue. Um exame preliminar deu resultado inconclusivo. Neste dia, segundo o secretário, a vítima aparentava estar bem, já sem nenhum sintoma.

Dois dias depois, no dia 07 de fevereiro, Gonçalves deu entrada na Santa Casa de Buritama com uma forte febre, que não cessava. Os primeiros exames médicos realizados no dia apontaram disfunções das enzimas do fígado dele. O paciente, desde então, permaneceu internado em observação, mas o quadro de saúde foi só piorando.

No dia seguinte, o homem teve que ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Birigui, onde ficou internado por mais seis dias até não resistir e morrer. As equipes médicas da unidade hospitalar chegaram a notificar o paciente com febre amarela, mas suspeitaram de outros seis tipos de doenças. As causas da morte continuam sendo um mistério. 

MACACO MORTO

De acordo com a Secretaria de Saúde, um macaco foi encontrado morto em um local conhecido como Lagoa do Sapo, em Buritama, no início de fevereiro. O paciente morava a cerca de dois quilômetros do endereço. Exames também foram feitos no animal para verificar a verdadeira causa da morte. O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, divulgou a análise em março de 2018. O resultado foi negativo para febre amarela. 

Mesmo após ter descartado a febre amarela, o governo de Buritama informou que continua intensificando o trabalho de controle das arboviroses e escorpião na cidade. “O Departamento Municipal de Saúde, por meio das equipes da Divisão de Zoonoses, Divisão Epidemiológica e agentes comunitários de saúde, promove campanha de orientação e busca ativa por toda a cidade. Ações também são desenvolvidas nas escolas e nas residências dos moradores. São distribuídos panfletos sobre os cuidados e as medidas necessárias para eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya, zika e febre amarela, além da aplicação de roteiro na prevenção do escorpião”, complementou.

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