Após fim de greve, abastecimento volta ao normal e preços recuam

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A greve dos caminhoneiros, deflagrada em todo o país no dia 21 de maio, durou mais de 10 dias e causou o desabastecimento em diversos setores. Vários produtores praticamente desapareceram dos supermercados. A baixa oferta fez disparar os preços, como a cebola, que chegou a ser vendida a R$ 6,98 em um supermercado de Araçatuba. Da mesma forma, os combustíveis. Com os postos vazios, quem tinha algum tipo de combustível, com raras exceções, elevada o preço. A gasolina chegou a ser vendida a R$ 5,49, quando dois dias antes era comercializada a R$ 4,249. Agora, com o fim da greve, o abastecimento está praticamente regularizado e os preços voltaram aos patamares normais.

Com os bloqueios feitos pelos caminhoneiros, as cargas não transitavam nas estradas. Com isso, ao passar dos dias, determinados produtos sumiram. A batata, por exemplo, chegou a ser vendida a R$ 8,00. Porém, rapidamente sumiu das gôndolas dos supermercados. O tomate e a cebola tiveram o preço reajustado rapidamente. Não chegaram a falta, mas além do preço alto, a qualidade ficou comprometida. Estes produtos já voltaram aos supermercados e preços já foram reduzidos. A batata também aumentou a oferta e caíram os preços. A redução foi da ordem de 33,5%, caindo de R$ 4,48 para R$ 2,98.

A falta de alguns produtos em supermercados não causou tanta apreensão da população como a dificuldade em encontrar combustível e depois gás de cozinha. Houve verdadeira corrida aos postos e bastava uma simples informação de que determinado posto tinha combustível para se formarem extensas filas. Houve até registro de brigas nas filas.

Com falta dos combustíveis e do gás de cozinha, sobressaiu o espírito explorador de determinados empresários. Enquanto alguns mantinham os mesmos preços, mesmo com filas, outros aproveitaram. A gasolina, que no dia 15 de maio chegou a ser vendida em Araçatuba a R$ 3,89, durante a greve dos caminhoneiros chegou a R$ 5,49. Porém, o preço médio mais encontrado era de R$ 4,89 e teve até quem manteve R$ 4,249. Este mesmo posto, na Marcílio Dias, vem mantendo o preço desde o período antes da greve. Apenas o etanol teve ligeiro acréscimo de 10 centavos.

De um modo geral o preço da gasolina está estabilizado entre R$ 4,249 e R$ 4,449. O etanol está variando entre R$ 2,699 a R$ 2,799. Durante a greve chegou a  R$ 3,499. Embora o abastecimento caminha para a normalização, há postos que ainda não têm gasolina ou diesel. 

GÁS DE COZINHA

O gás de cozinha foi outro produto de consumo elevado e que rapidamente desapareceu do mercado e o preço disparou. Comercializado em média a R$ 60,00 em período normal, na falta, teve quem pagou R$ 150,00 pelo botijão de 13 quilos e há informações de negócios de até R$ 200. Agora a situação voltou ao normal.

A cebola 6,98 e Cebola 4,98

GRAVE – Durante a paralisação dos motoristas, cebola chegou a R$ 6,98 e agora custa R$ 4,98.

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