Mais três são condenados pela execução de policial

No início da semana foi a segunda sessão do julgamento de mais três réus acusados pela morte do policial aposentado Otacílio Pereira de Oliveira, de 60 anos, ocorrido em 2013, em Três Lagoas (MS). O julgamento foi no Fórum de Três Lagoas com início às 9h e durou aproximadamente 14 horas, do mesmo modo como aconteceu na primeira fase do julgamento, dia 8 de maio. Outros 11 envolvidos no crime serão julgados até o final deste mês.

Um forte esquema de segurança auxiliou no monitoramento do local para evitar possíveis “resgates”, devido à alta periculosidade dos indivíduos. A ação contou com mais de 30 policiais.

Os réus condenados são João Carlos Olegário da Silva a 34 anos de prisão, Jorge Aparecido dos Santos a 51 aos e Jair da Costa Silva com pena de 50 anos.

Na semana passada, a Justiça condenou em regime fechado Cléverson Messias Pereira dos Santos a 39 anos e 5 meses de prisão e Maicon Gomes de Souza condenados a 26 anos e 4 meses. O terceiro envolvido, Marcos Barbosa foi condenado a cumprir 7 anos e 3 meses em regime semiaberto. Todos foram acusados pelo crime de homicídio qualificado.

Mais duas etapas deverão ocorrer no próximo dia 23 e a última sessão no dia 30 de maio, onde os outros 11 réus serão sentenciados no Fórum de Três Lagoas.

FACÇÃO CRIMINOSA ENVOLVIDA
De acordo com denúncia apresentada pelo Tribunal de Justiça, os assassinos cumpriam ordens vindas do alto escalão de integrantes de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do País que coordenaram ataques no município em 2013, incluindo a execução de PMS na cidade.

A ordem era para que os integrantes executassem policiais em Três Lagoas, com o intuito de demonstrar a força da organização criminosa.

EMBOSCADA
Otacílio Pereira de Oliveira era policial militar da reserva e atuava como moto taxista em Três Lagoas. Ele foi executado na noite de 6 de março de 2013, quando chegava em casa em uma motocicleta. A mulher da vítima disse à polícia ter ouvido o barulho e encontrou o policial ferido pelos tiros. Antes de ele morrer, Otacílio contou para a esposa que havia sido atacado por quatro pessoas.

Segundo relatos de testemunhas, Oliveira foi abordado por quatro homens em um carro. Eles atiraram e, em seguida, fugiram do local. Nenhum objeto foi roubado do veículo e nem da casa da vítima.

O próprio sobrinho de Otácilo fazia parte da organização criminosa e teria indicado o tio para a morte. Ele foi escolhido por ser supostamente um alvo fácil. Ele sabia que o militar aposentado tinha trabalhado a maior parte da vida no administrativo e não andava armado.

Mariane Martins

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