Três dos 17 envolvidos em execução de policial militar são condenados

Três dos 17 envolvidos pelo homicídio, a tiros, do policial militar aposentado Otacílio Pereira de Oliveira de 60 anos, morto no dia 6 de março de 2013 foram julgados na manhã de quarta-feira (9), no Fórum de Três Lagoas (MS). Esse foi o primeiro veredicto que foi desmembrado em quatro sessões devido ao número de réus.

Após 14 horas de trabalho jurídico, os três primeiros réus envolvidos foram julgados e condenados. Acusados pelo crime de homicídio qualificado com agravante de crime contra policial militar e formação de milícia foram condenados em regime fechado; Cleverson Messias Pereira dos Santos com 39 anos e 5 meses de prisão e Maicon Gomes de Souza condenado a 26 anos e 4 meses. O terceiro envolvido, Marcos Barbosa foi condenado a cumprir 7 anos e 3 meses pelo crime de formação de milícia em regime semiaberto. Barbosa foi inocentado do crime de homicídio qualificado.

Mais três etapas do julgamento deverão ocorrer nos dias 14, 23 e 30 de maio onde os outros 14 envolvidos serão sentenciados no Fórum de Três Lagoas.

Forte esquema de segurança

Considerado como o maior “julgamento da cidade”, com trânsito bloqueado, acessos limitados, grades de proteção nas imediações do Fórum e um forte esquema de segurança, inclusive com um helicóptero do comando geral de Campo Grande que auxiliou no monitoramento do local para evitar possíveis “resgates”, teve a participação de 50 policiais.

Conforme o comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Três Lagoas (2º BPM), Major Ênio de Souza, os criminosos são de alta periculosidade. Por conta disso, o mega esquema de segurança foi montado nas imediações do Fórum.

Rastros do crime

De acordo com denúncia apresentada pelo Tribunal de Justiça, os assassinos cumpriam ordens vindas do alto escalão de integrantes de uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do País que coordenaram ataques no município em 2013, incluindo a execução de PMS na cidade.

Na época, foi atribuído que o grupo de criminosos tinha o objetivo de cumprir um “salve”, gíria usada pelo grupo, em referência a ordens vindas de um integrante maior, detento do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande (MS). A ordem era para que os integrantes executassem policiais em Três Lagoas, com o intuito de demonstrar a força da organização criminosa.

Morte do policial

Otacílio Pereira de Oliveira era ex-policial militar e atuava como moto taxista em Três Lagoas. Ele foi executado na noite de 6 de março de 2013, quando chegava em casa em uma motocicleta. A mulher da vítima disse à polícia ter ouvido o barulho e encontrou o policial ferido pelos tiros. Antes de ele morrer, Otacílio contou para a esposa que havia sido atacado por quatro pessoas.

Segundo relatos de testemunhas, Oliveira foi abordado por quatro homens em um carro. Eles atiraram e, em seguida, fugiram do local. Nenhum objeto foi roubado do veículo e nem da casa da vítima.

O próprio sobrinho de Otacílio fazia parte da organização criminosa e teria indicado o tio para a morte. Ele foi escolhido por ser supostamente um alvo fácil. Ele sabia que o militar aposentado tinha trabalhado a maior parte da vida no administrativo e não andava armado. (Com informações Mariane Martins)

DA REDAÇÃO – Três Lagoas

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