Consumidores de Andradina reclamam de ‘piques’ de energia

Consumidores de Andradina estão reclamando dos constantes “piques” de energia. São breves interrupções que causam sérios transtornos e prejuízos, pois queimam equipamentos elétricos e eletrônicos. A legislação garante ressarcimento dos prejuízos causados por essa instabilidade no fornecimento de energia.

Segundo foi apurado pela reportagem, na sexta-feira (27) à tarde foram pelo menos três piques de energia. Já no sábado à tarde foram dois piques. “Ao longo da semana foram constantes estas interrupções momentâneas”, disse uma leitora que telefonou à redação. No sábado à tarde, os piques de energia prejudicaram alunos que estavam em uma escola para avaliação.

O técnico em informática Anderson Galiego Alves disse que os piques de energia podem causar diferentes problemas em computadores, como danos na fonte de alimentação, no motor do hard disk (HD) ou até mesmo na placa-mãe. “Recomendo sempre que consumidor ao perceber a falta de energia, mantenha o equipamento desligado mesmo depois do restabelecimento do fornecimento, pois na volta sempre há oscilações e isso também é prejudicial”, disse Anderson Galiego.

DIREITO DO CONSUMIDOR
O consumidor que for prejudicado pela queima de algum aparelho em decorrência de raios ou quedas de energia elétrica, pode solicitar a reparação de seus prejuízos, esse direito é assegurado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A ANEEL regulamentou os casos em que, havendo queima de equipamentos eletroeletrônicos, os consumidores de energia elétrica têm direito a ressarcimento. Equipamentos eletroeletrônicos podem queimar quando ocorrem picos de energia. Esses picos são mais visíveis quando há oscilação de tensão, mas também podem ocorrer quando a energia é restabelecida logo depois de ter faltado.

A solicitação do ressarcimento pode ser realizada por telefone, nos postos de atendimento presencial, via internet ou por outros canais de comunicação oferecidos pela distribuidora. A distribuidora analisará os casos de queima de equipamentos instalados em unidades consumidoras atendidas em baixa tensão, como residências, lojas, escritórios e outros.

PRAZOS
O consumidor tem até noventa dias, a contar da data provável da ocorrência da queima do equipamento, para solicitar o ressarcimento à distribuidora. A partir dessa solicitação, a distribuidora tem até dez dias corridos para verificar o equipamento danificado. Essa verificação pode ser realizada na unidade consumidora, numa oficina autorizada pela distribuidora para onde o consumidor deve levar o equipamento ou, ainda, na própria distribuidora, quando ela mesma retira o equipamento para análise.

Até a verificação, o consumidor não deve consertar o equipamento, exceto se a distribuidora autorizar.

Após a verificação, a distribuidora tem até quinze dias corridos para informar ao consumidor o resultado da análise do pedido de ressarcimento. Esse prazo fica suspenso enquanto houver pendência de responsabilidade do consumidor, desde que essa pendência tenha sido informada por escrito.

No caso de deferimento, a distribuidora tem até vinte dias corridos para efetuar o ressarcimento por meio de pagamento em dinheiro; providenciar o conserto; ou substituir o equipamento danificado.

Da Redação

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