Hospital Ritinha Prates tem 3 mil usuários do SUS na fila de espera

Referência em consultas, diagnósticos e aparelhos auditivos, visuais e físicos para pacientes de 40 municípios da região, o CER III (Centro Especializado em Reabilitação III), do Hospital Ritinha Prates, tem, atualmente, cerca de três mil usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) que aguardam na fila de espera por prótese e reabilitação especializada. O número consta em requerimento de autoria do vereador Lucas Zanatta (PV), de Araçatuba, aprovado nesta semana pela Câmara Municipal, que cobra maior apoio da Prefeitura na solução do problema.

A situação é mais grave para quem necessita de prótese auditiva. De acordo com números do próprio Ritinha Prates, divulgados ao jornal O LIBERAL REGIONAL na última sexta-feira, somente para esse público, a demanda é de 700 peças. O número é bem superior à demanda por protetização física, que chega a 50.

DIFICULDADES
Uma das possíveis razões para a grande demanda está na limitação financeira da entidade. De acordo com informações do Ritinha, também presentes no requerimento aprovado pelo Legislativo, por mês, o Ministério da Saúde repassa à entidade R$ 51.700,06, que são usados para a compra de 34 aparelhos auditivos, sendo oito deles para Araçatuba (96 por ano). Segundo o documento, a demanda seria de R$ 82.811,00, já considerando a folha de pagamento dos funcionários. Essa situação estaria prejudicando a ampliação do atendimento.

Segundo levantamento feito pelo vereador para elaborar a propositura, o CER III possui equipe técnica capacitada para realizar cerca de cem atendimentos/consultas mensais. Entretanto, essa estrutura não está sendo utilizada devido à falta de recursos. Esta é uma das razões que o levou a questionar o que a gestão do prefeito Dilador Borges (PSDB) está fazendo para atender a demanda dos três mil pacientes.

“O Centro tem, sim, capacidade para aumentar o número de atendimentos na área auditiva, mas o repasse enviado pela União não permite. É importante ressaltar que portaria do Ministério da Saúde exige a manutenção de uma equipe mínima, o que impede o CER 3 Ritinha Prates de reduzir despesas com folha de pagamento”, informou a assessoria de imprensa do Ritinha Prates, em nota enviada ao jornal.

Apesar de, nos últimos anos, vários pedidos para ampliação do atendimento terem sido feitos ao município e ao Estado, a entidade enfatiza que, por se tratar de serviços de média e alta complexidade, cabe à União o envio de recursos. Hoje, as capacidades mínimas definidas para atendimento mensal do CER Ritinha Prates são as seguintes: 200 usuários ao mês para reabilitação física, 150, para visual e 150, para auditiva.

A reportagem também questionou a Prefeitura sobre a demanda, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

Arnon Gomes

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