Depois de quatro anos, assassino confesso de adolescentes vai a júri

Depois de quatro anos, o borracheiro Edson Francisco de Souza, 45 anos, réu confesso do assassinato das adolescentes Jenifer Nayara da Silva, 13, e Yara Barbosa, 14, será julgado. A sessão do júri está marcada para quinta-feira (26), em Pereira Barreto, onde ocorreu o crime. Souza será julgado por estupro, duplo homicídio e vária qualificadoras. Este é um julgamento muito esperado na região de Andradina, já que o crime causou comoção. Além de estuprar e matar as jovens, Edson Souza as amarrou e jogo do Rio Tietê. O crime foi no dia 12 de abril de 2014 e ele foi preso em Cianorte, no Paraná, no dia 27 de abril e confessou que agiu sozinho no crime.

Os familiares das vítimas terão como reforço na acusação os criminalistas do escritório Schoriza & Ortuzal Advogados, devidamente habilitados no processo, como assistentes de acusação junto ao Ministério Público. Maristela da Silva, mãe de Jenifer, afirmou: “eu espero um julgamento exemplar, e que não fique impune esta barbárie que ele fez com minha filha e com a Yara, ainda sinto muita dor em meu coração e não consigo perdoar este monstro, nada trará minha filha de volta”.

O advogado Gilvaine Ortuzal esclareceu que “a figura do assistente de acusação não é muito conhecida, mas tem a função de colaborar com o Ministério Público objetivando reforçar a acusação. Nós estamos atendendo ao pedido da família no intuito de buscar a aplicação da justiça com o máximo rigor da lei”. A advogada Ana Paula Schoriza, especialista em Defesa da Mulher, revelou que “o Brasil é o 5º país do mundo em violência contra a mulher. Cerca de 12 mulheres são assassinadas por dia, e 135 são estupradas, sendo que 70% das vítimas dos crimes sexuais são crianças e adolescentes, segundo pesquisas oficiais. O caso da Jenifer e da Yara é um exemplo desta barbárie, mas não passará impune. Teremos a chance de mostrar neste júri que existe Justiça”. Na assistência de acusação estarão os advogados Gilvaine Ortuzal, Ana Paula Schoriza e Sergio Ortuzal.

O CRIME

 As duas colegas, Jenir Naiara e Yara Barbosa desapareceram na noite de sábado, 12 de abril de 2014, próximo à esquina da Avenida Guanabara com a Rua Minas Gerais. O corpo de Yara Barbosa, de 14 anos, foi encontrado na terça-feira (15), próximo à ponte sobre o Rio Tietê na estrada Vereador Dorival da Silva Louzada. O corpo de Jenir foi encontrado no dia seguinte (quarta-feira,16), próximo ao frigorífico, em um braço do Rio Tietê. Os dois corpos estavam sem roupa.

 A Delegacia de Investigações Gerais de Andradina, coordenada pelo delegado Tadeu Aparecido Coelho, assumiu as investigações do caso. Foram muitas horas de trabalho verificando câmeras de empresas próximas de onde as meninas desapareceram. Foi este trabalho que levou a saber em qual carro elas entraram e a partir daí a investigação foi mais direcionada. Edson Francisco de Souza foi preso no hospital de Cianorte, no Paraná. Ele tentou suicídio.

CONFISSÃO

 Edson Francisco de Souza confessou em depoimento que matou as meninas por medo de voltar para a cadeia. Ele já havia cumprido pena de oito anos por roubo, dois anos por estelionato e também era suspeito de duas tentativas de estupro.

Souza confessou que após manter relações sexuais com as adolescentes em uma estrada no bairro rural Timboré, mediante a promessa de que cada uma ganharia um smartphone, ficou com medo de ser denunciado por estupro de vulnerável. Ele as amarrou e jogou no rio. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi encontrada água nos pulmões das vítimas, comprovado a causa da morte por afogamento.

DA REDAÇÃO – Andradina

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