Araçatuba é destaque na geração de emprego na indústria

A região de Araçatuba ocupou posição de destaque na geração de empregos na indústria paulista em março deste ano. Os números foram divulgados ontem pela Pesquisa de Nível de Emprego da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Confederação das Indústrias do Estado de São Paulo). O estudo apontou que, no mês passado, foram gerados aproximadamente 700 postos de trabalho nas fábricas de 34 municípios.

O volume representou alta de 1,57% em relação ao mês anterior. Em todo o Estado, foi a quinta melhor variação dentre as 35 regiões administrativas de São Paulo pesquisadas por ambas as entidades do setor industrial.

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De acordo com o levantamento, Araçatuba ficou atrás apenas de Sertãozinho (4,75%), Bauru (1,96%), Presidente Prudente (1,63%) e São José do Rio Preto (1,60%). Em todas estas regiões, o bom desempenho foi puxado, principalmente, pela abertura de vagas nas indústrias de biocombustíveis, por causa do início da safra da cana-de-açúcar. No caso de Araçatuba, além da agroindústria canavieira, o polo calçadista de Birigui também contribui.

Dos setores pesquisados, as melhores variações ficaram por conta de petróleo e biocombustíveis (7,63%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,56%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,23%); máquinas e equipamentos (2,55%) e artefatos de couro, calçados e artigos para viagem (2,07%). No Estado, o setor sucroalcooleiro registrou saldo positivo de 5.183 vagas (52% dos novos postos industriais).

ESTADO

Conforme a Fiesp/Ciesp, em todo o Estado, a indústria criou dez mil postos de trabalho em março. Segundo as estatísticas divulgadas nessa segunda-feira, o resultado do período superou o apresentado no mesmo mês de 2017, que fechou com 9,5 mil vagas. No ano, houve acréscimo de 23 mil oportunidades na indústria, sendo o maior saldo no primeiro trimestre de um ano desde 2013, quando foram criados 34,5 mil empregos.

Para entidade responsável pela pesquisa, os números sinalizam a recuperação da economia, ainda que devagar. “Continuamos com a recuperação do emprego. Ela é lenta, com um crescimento não tão forte como gostaríamos, por alguns problemas de rota. Agora, nossa preocupação é que esse crescimento passe a ter ritmo mais acelerado, para compensar a queda habitual do segundo semestre de cada ano. Se reformas, como a da Previdência, tivessem sido feitas, acredito que a situação seria bem melhor”, afirmou, em nota à imprensa o vice-presidente da Fiesp e diretor titular de seu departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia, José Ricardo Roriz Coelho.

ANÁLISE

Se, por um lado, as estatísticas divulgadas ontem foram animadoras numa comparação com as demais regiões do Estado, por outro, em nível regional, a constatação é de que os resultados de março foram inferiores ao mesmo mês do ano passado. Na ocasião, foram abertos 1,3 mil postos na indústria, quase o dobro do total gerado no terceiro mês de 2018. Essa comparação mostra que ainda há muito a avançar na criação de empregos na indústria regional.

Da Redação – Local

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