Com energia mais cara, consumidor deve buscar alternativas

A partir do mês que vem, o valor da sua conta de energia elétrica estará mais alto. Isso porque a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou reajuste médio de 16,9% nas tarifas da CPFL Paulista, que passou a vigorar a partir do último domingo (8). Para consumidores conectados em alta tensão (principalmente indústrias), o aumento foi de 11,11, e para a baixa tensão (incluindo residências), elevação de 20,17%. A distribuidora atende a cerca de 4,2 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios no interior de São Paulo.

O reajuste diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária, processo realizado pela Aneel, de quatro em quatro anos, para manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos das distribuidoras. O reajuste não exclui o aumento que ocorre em razão das bandeiras vermelha e amarela. Ou seja, em períodos de bandeira vermelha, o consumidor também sofrerá com mais aumentos.

Mato Grosso
O morador do Mato Grosso é outro que vai pagar mais pelo uso da energia elétrica. O reajuste foi de 13,98% aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou a valer desde o último dia 8. O aumento da tarifa se deve à quarta revisão tarifária da empresa Energisa Mato Grosso, que é realizada de cinco em cinco anos. De acordo com o informe da Aneel, as indústrias do Estado terão um aumento na tarifa de 5,94%.

Audiências públicas foram realizadas nos primeiros meses do ano em Cuiabá. Nelas, foram discutidos os fatores que influenciam o aumento de energia. A Energisa disse que, entre eles, estão a compra da energia dos distribuidores, as perdas associadas dentro da própria concessionária e os investimentos realizados pela empresa. A empresa atende mais de 1,3 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios de Mato Grosso.

Sistema fotovoltaico
A saída mais interessante para o consumidor, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental, é a utilização de um sistema de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis e não poluentes, principalmente se ele for dissociado de uma concessionária fornecedora. Esse é o caso do sistema fotovoltaico, que transforma e luz do sol em energia elétrica. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, mostra que a produção residencial de energia solar, também chamada de geração distribuída, é economicamente viável para domicílios brasileiros. Além disso, os consumidores que instalam painéis solares em suas casas ou condomínios podem não apenas reduzir a quantidade de energia comprada das distribuidoras, como também ter crédito com o excedente da energia produzida.

“A utilização da (energia) fotovoltaica é um caminho sem volta, pois são inúmeros os benefícios dessa forma de geração de energia, partindo do fato de ela ser limpa e renovável. Além disso, o custo de manutenção do sistema é baixo, o investimento se paga, em média, em 5 anos e tem vida útil média de 25 a 30 anos, ela ainda valoriza o imóvel, sem falar que o usuário passa a ser um microgerador de energia elétrica, deixando de ser consumidor para virar fornecedor”, comenta o empresário Newton Umeno Koeke, proprietário de uma empresa especializada na elaboração de projetos e na instalação de sistemas fotovoltaicos, sediada em Birigui (SP).

De acordo com Koeke, é fato que os painéis que captam a luz do sol e a convertem em energia elétrica ocupam cada vez mais espaço na região Noroeste, sendo a região de Araçatuba um das mais propícias do estado de São Paulo devido ao alto índice de irradiação solar. Prova disso é que o número de clientes residenciais, comerciais e industriais da empresa dele aumentou 390% nos últimos dois anos.

Da Redação

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