Mutirão ambiental faz limpeza em toda a Lagoa do Miguelão

O encerramento das comemorações da Semana da Água foi marcado por um mutirão ambiental na Lagoa do Miguelão, com a participação de vários grupos da sociedade, com acompanhamento da Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros. Durante a ação, foram colocadas placas alertando para não jogar lixo no local, como também para não alimentar o jacaré existente na lagoa. A maioria das pessoas presentes é favorável à presença do jacaré no local. Até mesmo o vereador e delegado aposentado, Jaime José da Silva, que desenvolve trabalho na lago junto com o Sindicato dos Mototaxistas, defender a permanência do animal no local. Houve plantio de árvores.

Segundo o assessor executivo da Secretaria de Meio Ambiente, Lucas Savério Proto, todos os participantes foram recebidos com um café da manhã e receberam sensibilização e instruções ambientais. Depois, os vários grupos saíram para remoção de lixo na grama e às margens da lagoa, enquanto outras equipes, embarcadas, retiravam lixo de dentro da lagoa.

Lucas Proto explicou que o lixo encontrado na lagoa não é deixado no local pelos frequentadores. ”  Vem nas galerias de águas pluviais”, explicou. O vereador Jaime José da Silva e Lucas Proto estabeleceram outras ações futuras, como trabalho de conscientização dos moradores da região para evitar deixar lixo na rua. Todo este material é levado pelas enxurradas e para na lagoa, comprometendo a sua capacidade de armazenamento e provocando problemas ambientais.

Segundo Jaime José da Silva, a ideia é desenvolver ações contínuas para manter o local sempre em boas condições e, assim, estimular a participação das pessoas. “Já desenvolvemos ações no passado com bons resultados. Temos o compromisso do prefeito Dilador Borges de reativar este trabalho e tornar a Lagoa do Miguelão em mais um ponto de lazer de Araçatuba”, disse Jaime José da Silva, que passou a sua infância nas imediações.

PRESENÇA DO JACARÉ

A presença de um jacaré do papo amarelo no local tem causado muitas discussões. Alguns defendem a remoção para outro local. Mas a maioria defende a permanência do jacaré na Lagoa do Miguelão. Como ele foi levado para o local ainda filhote, não desenvolveu habilidade de caça e e fuga de predadores. Se for solto no meio ambiente, será presa fácil. Além disso, por ser sozinho, entendem que não oferece risco. Ao contrário da Lagoa Maior de Três Lagoas, onde há muitos jacarés e as pessoas transitam entre eles.

O pescador Antônio Amarildo, 55 anos e o marceneiro Adauto Esteves, 44 anos, residentes próximos à Lagoa do Miguelão ha mais de 40 anos, defendem a permanência do animal. A mesma ideia é compartilhada pelo vereador Jaime José da Silva. Para eles, não há motivo para remoção do jacaré para um cativeiro. Ele não sai da lagoa e, para eles, pode ser uma atração e referência, motivando investimentos no local.

Antônio Crispim

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