Detento ordenava tráfico de drogas em bairro de Araçatuba dentro de penitenciária

Policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil de Araçatuba prenderam duas mulheres suspeitas de serem as fornecedoras de drogas no bairro Água Branca. As prisões ocorreram na tarde de terça-feira (20), depois de do cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Segundo informações obtidas pelo jornal O LIBERAL, a residência em que as mulheres moram já estava sendo monitorada há algum tempo pelo setor de inteligência da polícia. A suspeita é a de que um detento, de 25 anos, que atualmente cumpre pena na Penitenciária de Lavínia, estaria passando ordens do tráfico de entorpecentes à mulher, de 23 e à irmã, de 20 anos.

Diante das informações, os investigadores solicitaram mandado de buscas e apreensão no imóvel, localizado na rua Mário Lopes. A Justiça autorizou o cumprimento já durante a tarde. As equipes dirigiram-se até ao local, cercado por câmeras de monitoramento e cerca elétrica, e perceberam que a mãe de uma das indiciadas estava com o portão aberto conversando com uma vizinha.

Os policiais aproveitaram a situação para mostrar a decisão judicial e começar a cumprir o mandado. As duas mulheres investigadas estavam no interior da casa e, em um primeiro momento, negaram que tivessem escondendo drogas nos cômodos. Porém, na vistoria no quarto de uma delas, a polícia encontrou 34 pinos contendo cocaína, duas porções de maconha, diversos pinos vazios, além de uma balança de precisão. Todos os objetos estavam escondidos no guarda-roupa.

Já no quarto da segunda suspeita, os policiais localizaram mais duas porções de cocaína em pedra e outra em pó, R$ 326 em dinheiro, e diversas folhas de caderno contendo anotações sobre o movimento do tráfico de drogas. As indiciadas confessaram que preparavam a cocaína nos fundos da residência, utilizando um liquidificador, e distribuíam as drogas em pontos de vendas do bairro, a mando do homem preso.

A dupla foi encaminhada à Central de Flagrantes, onde prestaram depoimento. Além do entorpecente, três celulares também foram apreendidos e passarão por análise do setor de investigação da Polícia Civil a fim de serem constatadas novas evidências sobre o crime na região. O delegado plantonista manteve a prisão das mulheres em flagrante por tráfico e as deixaram à disposição da Justiça.

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