Polpa da fruta consumida na região não apresenta riscos à saúde

Circula nas redes sociais há alguns dias vídeos sobre uma família que contraiu doença de Chagas após consumir açaí contaminado no Amazonas. O caso foi registrado no mês de janeiro, na cidade de Lábrea, no sul do estado, a 700 quilômetros de Manaus.

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, o açaí contaminado que a família consumiu foi comprado de um produtor rural da região, que fornecia frequentemente o fruto batido para a família.

O presidente da fundação, Bernardino Albuquerque, afirmou que não houve outros lotes da fruta contaminados e destacou ainda que o fruto do açaí é sadio. “A contaminação ocorre nas etapas do preparo do vinho, principalmente, sem a devida higienização e com a mecanização caseira da produção”, explicou.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas, esta é a primeira vez que é comprovada cientificamente a presença do protozoário causador da doença de Chagas no alimento.

Apesar de ter acontecido no norte do país e não haver incidência de casos no estado de São Paulo, nem na região de Araçatuba, os consumidores de açaí estão preocupados, já que a polpa da fruta é amplamente vendida por aqui, em diversos estabelecimentos.

A fundação e a secretaria alertam que o importante na hora de consumir o açaí é observar a procedência do produto e a certificação dos estabelecimentos pela vigilância sanitária. A contaminação pelo parasita Ttrypanosoma cruzi, causador da doença, ocorre quando a fruta não é pasteurizada.

De acordo com o diretor de produção da franquia Total Açaí, com sede em Araçatuba e 15 lojas no interior do estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, o açaí comercializado pela franquia é pasteurizado ainda na fonte.

“Assim que o produtor que nos fornece colhe a fruta e separa a casca da polpa, começa o processo de pasteurização que eleva a temperatura a 90 graus e depois resfria a zero grau”, explicou Eduardo.

Segundo ele, o fornecedor da fruta para a franquia é certificado por órgãos sanitários. “Nossa fruta é de procedência segura, com produtor certificado e todos os processos desde o cultivo são dentro de padrões de qualidade”.

A manutenção do produto industrializado também deve ser observada pelo consumidor. “Nosso açaí é mantido sempre resfriado, para evitar que qualquer outro tipo de bactéria possa contaminá-lo. Quando chega à fábrica, ele vem em barras a 18 graus negativos. Então fazemos o processamento da massa e enviamos para as lojas resfriado”, explicou Eduardo.

Além do açaí, outros frutos consumidos in natura, como a cana de açúcar, por exemplo, podem causar doenças. O bicho barbeiro pode ser triturado acidentalmente junto com a cana e ser ingerido no caldo.

Para evitar que mais casos aconteçam, a Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas está realizando uma campanha de conscientização dos produtores de açaí com relação às boas práticas na produção de alimentos com matéria prima da floresta.

Da Redação – Araçatuba

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