Saúde confirma primeiro caso positivo de chikungunya em 2018 em Araçatuba

A Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba anunciou o primeiro caso de chikungunya em 2018 na cidade na manhã de sexta-feira (23).

Trata-se de uma mulher de 27 anos, moradora no bairro Vila Mendonça. O estado de saúde da paciente, de acordo com a Prefeitura, é estável.

Desde o início da semana, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) fazem arrastões em Araçatuba a fim de evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypit, que além da doença, transmite dengue, zika e febre amarela. Os bairros Alvorada e Panorama já foram atendidos e passaram por limpezas e dedetizações.

Em 2017, Araçatuba registrou nove casos positivos por chikungunya e nenhuma morte foi contabilizada. No Brasil, a doença provocou a morte de 123 pessoas no ano passado, 18 a mais do que a dengue.

CHIKUNGUNYA

febre chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014.  Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

 TRANSMISSÃO

A transmissão do vírus chikungunya (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, que em cidades é principalmente pelo Aedes aegypti e em ambientes rurais ou selvagens pode ser por Aedes albopictus. Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto. O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.

PREOCUPAÇÃO

O último Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) divulgado pela Prefeitura de Araçatuba mostra que o município está em situação de risco com relação à proliferação do mosquito. O resultado aponta o índice geral de 13,4%, sendo que o volume aceitável não deve ultrapassar 1%, conforme o Ministério da Saúde. A pesquisa é feita pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e aconteceu entre os dias 4 e 26 de janeiro.

No primeiro semestre o resultado do Liraa, divulgado em março, foi de 9,3%. Já no segundo semestre, com o levantamento feito em outubro, o índice chegou a 3%. Agora, com 13,4%, significa uma explosão e aumenta o risco de doenças transmitidas pelo mosquito.

O Liraa é obtido pela divisão do número de recipientes com larvas pela quantidade de imóveis visitados pelos agentes, multiplicando esse resultado por 100. A média de endereços que são vistoriados para compor o Liraa é de 5 mil imóveis. No último levantamento foram encontrados 605 recipientes com larvas.

 

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