Vereadores querem saber sobre as despesas do carnaval

Os problemas do carnaval estão longe de acabar para a prefeita de Castilho, Fátima Nascimento, que ignorou as recomendações das autoridades e insistiu na realização da festa. Por falta de segurança, resultou em praça de guerra e a Justiça determinou a suspensão. Agora, os vereadores aprovaram requerimento conjunto solicitando várias informações sobre a realização da festa, principalmente quanto às despesas. Outro requerimento quer saber também sobre a realização do Réveillon.

Para organização do carnaval em praça pública foi contratada uma banda com dispensa de licitação pro R$ 60 mil, além de despesa com alimentação e hospedagem. Foi anunciada setenta seguranças. Há outras despesas para organização do evento. Os vereadores querem saber em detalhes tudo que foi planejado e efetivamente gasto, já que a festa prevista era para ser desenvolvida durante cinco dias e teve apenas o primeiro dia.

CANCELAMENTO
O carnaval de Castilho foi cancelado depois de uma audiência de justificação realizada no Fórum de Andradina. Estiveram presentes o juiz de direito Jamil Nakad Júnior, representantes do Ministério Público e da prefeitura de Castilho, como Willian Ricardo Correa Celestino, secretário de obras, Sidney Ferreira, assessor de comunicação, Lauro Shibuya, assessor, Antonio Carlos Gali, advogado da prefeita municipal e Flávio José do Nascimento, vereador e filho de Fátima Nascimento.

De acordo com o termo, a Polícia Militar já havia mandado um ofício ao município alertando sobre os riscos na segurança, já que o evento ocorreria em praça pública, local aberto e sem o controle de entrada e saída de pessoas, o que dificultaria a fiscalização por parte da polícia, por não garantir a integridade dos participantes.

Ainda segundo o documento, o Ministério Público também emitiu a recomendação solicitando a não realização do evento, mas mesmo assim a prefeitura de Castilho ignorou os alertas e manteve a decisão de manter a festa. O Executivo alegou que conseguiria manter a segurança de todos, por conta da contratação de seguranças e brigadistas no local. Não conseguiu garantir a segurança e a Polícia Militar teve de agir com rigor para evitar problemas ainda maiores.

DENÚNCIA
A reportagem teve informação de que uma ONG está preparando documentação para fazer representação contra a prefeita Fátima Nascimento.

Da Redação

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