Polícia Civil da região faz operação para combater venda de anabolizantes

A Delegacia Seccional de Araçatuba realizou desde as primeiras horas da manhã de sexta-feira (16) uma grande operação batizada de ‘Narciso’ no estado e também no Paraná contra a venda ilegal de anabolizantes e medicamentos vendidos e consumidos no mercado negro.

Os principais alvos dos trabalhos foram praticantes de academia e fisiculturistas. Aproximadamente 200 policiais participaram das ações nas cidades de Araçatuba, Birigui, Penápolis, Bilac, Guararapes, Mirandópolis, Santo Antônio do Aracanguá, Piraju, Santa Cruz do Rio Pardo, Presidente Bernardes, Mogi Guaçu, Peruíbe, São Paulo e Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.

INVESTIGAÇÃO

A investigação começou há cerca de dez meses e foi coordenada pela Delegacia Seccional de Araçatuba. Foram cumpridos 63 mandados de buscas e apreensões em diversos endereços.  De acordo com a polícia, a organização criminosa comercializava desde anabolizantes de uso veterinário (hormônios para cavalos) a remédios abortivos, sendo que as buscas visaram a apreensão de substâncias proscritas ou controladas e os celulares utilizados pelos investigados.

Ainda segundo as investigações, os trabalhos começaram depois da prisão de duas pessoas em Araçatuba que foram flagradas vendendo anabolizantes na cidade. A partir disso, um trabalho do setor de inteligência da Polícia Civil foi desencadeado.

De acordo com o delegado Getúlio Nardo, uma rede de distribuição ilegal desses produtos foi descoberta. “As pessoas compravam ilegalmente esses objetos no Paraguai e os traziam para Foz do Iguaçu. Depois, encaminhavam para São Paulo, onde era feita a redistribuição para todo o estado, inclusive a uma distribuidora regional em Araçatuba”, complementou.

O responsável por essa distribuidora já foi identificado, mas segundo o delegado não foi feito nenhum pedido de prisão preventiva, já que as investigações ainda estão em andamento.

FLAGRANTES EM ARAÇATUBA

Segundo o que foi apurado pela reportagem, quatro pessoas foram presas em flagrante com diversos produtos ilegais em Araçatuba. Com os detidos foram encontrados 780 frascos de medicamentos, entre anabolizantes e remédios abortivos, 22 celulares, quatro computadores, um revólver de calibre 38, um rifle, além de 179 cartuchos de munição. Também foram localizados frascos de lança-perfume. Os envolvidos vão responder pelo crime de comercializar medicamentos proibidos e restritos, que pode gerar de 10 a 15 anos de prisão.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO

A principal distribuidora dos produtos foi fechada na manhã de sexta em Foz do Iguaçu, Paraná. O proprietário foi preso em flagrante na cidade e os policiais da cidade apreenderam uma grande quantidade de anabolizantes, que não foi divulgada para a imprensa.

REGIÃO

Em Guararapes, um mandado de busca também foi cumprido, mas os policiais não encontraram nenhum objeto suspeito e apreenderam um celular. Em Santo Antônio do Aracanguá, a reportagem apurou que três mandados foram realizados pela manhã, mas em dois deles os investigadores não tiveram êxito em cumpri-los, já que os averiguados mudaram de endereço e estariam atualmente morando em Araçatuba.

O terceiro suspeito estava na residência onde mora, mas encontra-se em recuperação após sofrer um acidente de moto. No imóvel a polícia não encontrou nenhuma substância ilícita, porém o celular do rapaz foi apreendido e será encaminhado até Araçatuba, onde deverá passar por perícia.

Em Presidente Bernardes, no oeste paulista, a polícia cumpriu um mandado na casa de um vigilante de banco, no centro da cidade. No imóvel, as equipes encontraram dois frascos de anabolizantes que ele havia comprado em uma academia. O homem foi levado até a delegacia e teve o celular apreendido para investigações. Ele será liberado depois de ser ouvido.

Dois mandados também foram cumpridos hoje de manhã em Penápolis. Não houve prisão em flagrante e nenhum produto foi apreendido, apesar dos celulares dos investigados terem sido apreendidos.

Em São Paulo, capital, as equipes também não tiveram êxito em localizar nenhum objeto ilícito.

 

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