Saúde inicia mutirões emergenciais contra o mosquito Aedes aegypti

A Secretaria de Saúde de Birigui iniciou nesta quarta-feira, dia 14 de fevereiro, ações emergenciais de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. O objetivo é diminuir o índice de infestação por Aedes aegypti registrado no mês passado no município, que foi de 10,2%.

Cerca de 30 agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, além de dois supervisores, realizaram mutirão nos bairros Cidade Jardim e Vila Bandeirantes, áreas com maiores focos de larvas. Houve eliminação de potenciais criadouros do mosquito das residências, estabelecimentos comerciais e terrenos baldios, e trabalho de conscientização dos moradores.

“O índice é preocupante, pois coloca a cidade em risco para surto de dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes. Vamos realizar mutirões em todas as áreas com maior concentração de larvas e intensificar outras atividades que são realizadas diariamente. Pedimos à população, nossa principal aliada, que nos ajude nesta luta”, disse o educador de saúde, Marco Antônio Sanchez.

Monitoramento
Além dos mutirões, foi intensificado também o monitoramento regular dos pontos estratégicos e imóveis especiais, como escolas, hospitais, ferro velhos, borracharias, entre outros locais. A equipe do IEC (Informação, Educação e Comunicação) mantém os trabalhos educativos nas unidades escolares, visando alertar as crianças sobre os perigos da dengue e demais doenças.

As ações emergenciais foram definidas na semana passada, em reunião entre o CCVZ (Centro de Controle de Vetores e Zoonoses), Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e ESF (Estratégia Saúde da Família). Os mutirões contam com o apoio da Secretaria de Serviços Públicos, Água e Esgoto, no recolhimento dos materiais inservíveis retirados dos imóveis.

LIRAA
O primeiro Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) de 2018 foi realizado entre os dias 1º e 15 de janeiro. O percentual apurado, de 10,2%, está acima do recomendado pelo Ministério da Saúde, de até 1%. Os agentes de combate a endemias percorreram 472 quadras, onde foram vistoriados 2.062 imóveis por toda a cidade.

Durante o levantamento, foram encontrados 209 criadouros com larvas. Dentre os recipientes flagrados pelos profissionais de saúde nos imóveis estão: ralos internos e externos; vasos de plantas; bebedouros de animais; latas, frascos e plásticos utilizáveis; baldes/regadores; pneus; lonas; piscinas, entre outros.

A região com maior infestação é a que compreende os bairros da área 2: Cidade Jardim, Vila Bandeirantes, Bosque da Saúde, Vila Xavier, Jandaia 2 e o Pinheiros, com índice de 13,53%. Na sequência aparecem os bairros da área 3, como Distrito Industrial, Novo Parque São Vicente, Vila Isabel Marin, Jardim do Trevo e Vale do Sol, com resultado de 9,39%.

A área 4, na região dos bairros Quemil, Silvares, Recanto Verde, Portal da Pérola, Santo Antonio e Aeroporto o índice foi de 9,32%. Já a área 1, que concentra, por exemplo, os bairros Monte Líbano, João Crevelaro, Ivone Alves Palma, Copacabana, Alto do Silvares, Cohab 3, São Braz e Thereza Maria Barbieri, teve índice de 7,85%.

Da Redação

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