Morte de macacos não é motivo para pânico, diz veterinário do CCZ de Araçatuba

Dois macacos – um da espécie prego e outro bugio – morreram no Zoológico Municipal “Doutor Flávio Leite Ribeiro nos últimos dias. No entanto, segundo o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), doutor Rafael Silva Cipriano, não há motivo para pânico por parte da população. Nenhum dos animais mortos apresentava qualquer sintoma de febre amarela. Mesmo assim foi colhido material e encaminhado para exame no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O resultado deve chegar entre duas e três semanas. No ano passado morreram três macacos e nenhum apresentava vírus da febre amarela.

Segundo Rafael Silva Cipriano, no dia 24 de janeiro morreu um macaco da espécie prego que chegou ao zoológico por doação. Ele estava em uma residência. Como o dono morreu, a viúva decidiu entregar o animal ao zoológico porque não tinha como cuidar. O macaco passou a quarentena e no dia 24 morreu. “Ele não apresentava qualquer sintoma de febre amarela, hepatite e icterícia ( sinal clínico caracterizado pela coloração amarela da pele, mucosas e esclerótica ).

Nesta segunda-feira morreu um animal da espécie bugio. Os médicos veterinários do CCZ fizeram autópsia e constataram que ele pode ter morrido de infecção intestinal (enterite). Da mesma forma não apresentava sintomas de febre amarela. Igualmente foi colhido material para exame. O animal da tinha idade avançada.

Chegou-se a falar na morte de um terceiro macaco, mas ela ocorreu em 16 de dezembro do ano passado.

O médico veterinário Rafael Silva Cipriano disse que desde 2012 foi adotado o protocolo de encaminhar material para exame de todos os macacos que morrem. De acordo com o veterinário, os animais em cativeiro e de vida livre, no zoológico, são monitorados. Como no campus da Unesp na Rodovia Marechal Rondon há vários macacos, o médico veterinário disse que foi enviado ofício para que o CCZ seja informado da morte de qualquer animal.

“Quem encontrar macaco morto ou doente, deve informar o CCZ para que possamos recolher e fazer os exames necessários”, disse o médico veterinário, explicando que os macacos são “animais sentinela”, cuja contaminação serve de alerta para as autoridades de saúde, pois o vírus da doença está circulando naquela região.

VACINAÇÃO

O veterinário Rafael Silva Cipriano explicou que as pessoas já vacinadas (independente do total de doses), não precisam se preocupar com a vacinação. Já quem nunca foi vacinada deve procurar uma unidade de saúde. Embora a ocorrência de febre amarela foi distante de Araçatuba, há o alerta para todo o estado de São Paulo.

NOTA

Devido à morte dos macacos, a Prefeitura emitiu nota oficial.

“A Prefeitura de Araçatuba, por meio das secretarias de Saúde e de Meio Ambiente e Sustentabilidade, informa que não há motivo para alerta por causa do óbito de um macaco, no Zoológico Municipal Dr. Flávio Leite Ribeiro. O animal foi encaminhado para necropsia e a suspeita é de que a morte tenha sido provocada por uma descarga elétrica provinda de fio de alta tensão urbana.

Na semana passada, outro macaco morreu no zoológico municipal, mas este era proveniente de uma residência onde seu tutor havia falecido há 40 dias e a esposa dele não havia condições de ficar com o animal para cuidar. Tratou-se de um animal particular que foi doado ao zoológico.

Em ambos, foram coletados materiais para pesquisa e exames para febre amarela. Todos encaminhados ao instituto Adolfo Lutz para análise. Previsão dos resultados saírem até o final do mês de fevereiro.

Ano passado, tivemos cinco macacos que vieram a óbito no município. Todos foram necropsiados pelos médicos veterinários do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e todos deram negativos para a doença.

A Prefeitura só notifica a população se caso algum animal for positivo da doença. O município vem fazendo está vigilância para febre amarela desde 2012.

O município já intensificou a vacinação! Devem tomar a vacina somente pessoas que nunca se imunizaram. E como ocorreu em muitos municípios, a partir de uma notícia sem certeza da doença como esta. A população se volta para o extermínio dos macacos, prática totalmente errada, já que eles como animais sentinelas, pois nos ajudam a perceber a chegada da doença em nosso município.

E se caso aparecer algum macaco morto próximo a sua residência, acionar imediatamente a equipe do CCZ pelo telefone 3636-1180. Servidores farão a coleta do animal e encaminhará a investigação epidemiológica.”

ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

você pode gostar também