Selvíria ganha termelétrica de biomassa

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, entregou nesta quarta-feira (24) a Licença Prévia autorizando estudos para implantar a Usina Termelétrica Onça Pintada, no município de Selvíria, com capacidade de 50MW e que vai operar a partir de biomassa de eucalipto. O empreendimento tem custo estimado de R$ 320 milhões e deve gerar 1 mil empregos diretos indiretos na fase de instalação. A iniciativa é da Eldorado Brasil.

O coordenador de Sustentabilidade, Fábio José de Paula, assegura que até o segundo semestre os estudos necessários já tenham sido concluídos e começa a implantação da termelétrica. A entrada em operação deve ocorrer em 2021. Portanto, a Onça Pintada será a primeira usina geradora de energia a partir de biomassa de eucalipto a entrar em operação em Mato Grosso do Sul, fato que inaugura uma nova fase na silvicultura estadual. Na reunião com o secretário, Fábio estava acompanhado do especialista em Sustentabilidade Fernando Alex do Nascimento.

“Esse projeto é extremamente importante na linha de uso alternativo da madeira. É importante para a base de diversificação de uso dos restos florestais, como folhas, raízes, cascas, demais subprodutos da madeira que não serve para produzir celulose. É o primeiro grande projeto em vias de instalação a partir de biomassa de eucalipto no Estado”, comemora Jaime Verruck.

Biomassa
A biomassa se transforma em energia a partir da combustão de material orgânico. É uma maneira bastante limpa de produção energética e de enorme ganho ambiental, considerando que todo este material provocaria algum tipo de impacto à natureza ao se decompor.

Em dezembro passado, o jornal Valor Econômico divulgou estudo da Consultoria AFranco Partners que coloca Mato Grosso do Sul em segundo lugar no ranking nacional que avalia as práticas e a agilidade na liberação de licenciamento ambiental para empreendimentos empresariais no país. O estudo mapeou processos de governos estaduais na área ambiental e e criou o indicador chamado Índice de Qualidade do Licenciamento Ambiental (IQL). Mato Grosso do Sul obteve 17 pontos no índice, atrás apenas da Bahia que ficou com 18 pontos.

Da Redação

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