Saúde promove Semana de Mobilização contra Hanseníase nas UBSs e igrejas

A Secretaria Municipal de Saúde de Birigui iniciou, na segunda-feira, dia 22 de janeiro, a Semana de Mobilização contra a Hanseníase. O trabalho desenvolvido pela ESF (Estratégia Saúde da Família) tem como objetivo conscientizar a população sobre os sinais e sintomas da doença, bem como a identificação precoce de casos novos.

Até a próxima sexta-feira, serão realizadas atividades educativas em grupos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e em igrejas da cidade. A programação foi aberta com palestra na igreja Santa Clara de Assis, no bairro Ivone Alves Palma. Os agentes comunitários de saúde também estão orientando os moradores durante as visitas casa a casa.

“Desde o início deste mês, intensificamos as orientações e a busca ativa por pacientes que apresentam sintomas da hanseníase nas dez unidades básicas de saúde do município, como parte da campanha Janeiro Roxo”, explicou a diretora da Vigilância Epidemiológica, Mauricéia Gonçalves, ao lembrar que em 2017 Birigui registrou três novos casos da doença, contra dez em 2016.

DOENÇA
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen e que evolui de forma lenta e progressiva. Ela pode ser transmitida de uma pessoa doente, que não esteja em tratamento, para uma pessoa saudável por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz.

“A doença pode se apresentar com manchas mais claras, vermelhas ou mais escuras, que são pouco visíveis, com alteração da sensibilidade no local associado à perda de pelos e ausência de transpiração. Quando o nervo de uma área é afetado, surgem dormência, perda de tônus muscular e retrações dos dedos”, alertou a diretora da Vigilância Epidemiológica.

Embora tenha cura, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou se o tratamento não for feito adequadamente. O tratamento para hanseníase é fornecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e é eficaz. Dependendo do caso, o tratamento pode demorar de seis meses até um ano.

“A orientação é que as pessoas procurem atendimento na UBS mais próxima de sua casa assim que perceberem o aparecimento de manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se ela apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado”, afirmou Mauricéia.

Da Redação

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