Equipe da Águas Andradina caça vazamentos de casa em casa contra o desperdício

Vazamentos na rede, quando identificados no início do problema, causam menos prejuízos à estrutura das vias, além da facilidade no conserto. É como em um jogo em que todos saem ganhando – a empresa, porque economiza combatendo o desperdício e concentrando mais investimentos na qualidade do produto, e a população, que tem à disposição um serviço ainda mais eficiente. Por essa razão, a Águas Andradina mantém há oito meses uma equipe própria especializada em identificar vazamentos de ramais e na rede.

A equipe percorre as ruas da cidade à procura de vazamentos, com equipamentos apropriados e precisos para detectar as falhas. Entre estes dispositivos “antidesperdício” estão o geofone (instrumento que serve para escutar ruídos no subsolo) e a haste de escuta (instrumento que auxilia a localização de possíveis vazamentos através de cavaletes de água).

Atualmente, a equipe está percorrendo o bairro Pereira Jordão. “Nos cavaletes que são acessíveis é possível, por exemplo, utilizar a haste de escuta sem incomodar o morador. Já nas residências onde os cavaletes ficam na área interna, fora da caixa-padrão, é necessário pedir ao morador para que o procedimento seja realizado”, explicou o gestor de perdas da concessionária, Bruno Cordeiro de Oliveira.

Os técnicos são treinados para identificar até mesmo os vazamentos mais imperceptíveis nas redes de abastecimento de água. Uma das estratégias é estar atento à captação do som típico que é produzido quando o líquido pressurizado escapa por um orifício na rede.

De acordo com estatísticas do Ministério das Cidades, a perda física de água potável é de 39% da produção. “Isso significa que total de água que se trata, 39% nem chegam à casa dos consumidores”, comentou o gerente operacional da empresa, Eduardo Gaiotto.

Assim que um vazamento é detectado e sua localização é demarcada com auxílio das hastes de escuta, outra equipe entra em ação para execução das obras de reparo. “Eles percorrem continuamente as ruas da cidade, mapeando os vazamentos nas redes para diminuir a perda de água tratada”, destacou Gaiotto.

Desde o início dos trabalhos a equipe já identificou 33 vazamentos. “Contamos com o apoio da população, permitindo o acesso de nossa equipe até os cavaletes para identificar um possível vazamento”, enfatizou Bruno.

Da Redação

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