Casos da doença caem em 86% em 2017

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Araçatuba divulgou um balanço dos casos de dengue, chikungunya e zica na cidade no ano de 2017. Segundo o levantamento, foram registrados 94 casos de dengue durante o ano, o segundo menor número desde 2010. Em 2017 foram 94 casas de dengue, o que representa queda de 86,46% em relação a 2016, quando foram registrados 694 casos.

Das 94 pessoas diagnosticadas com a doença, uma veio a óbito no mês de janeiro de 2017. No ano anterior (2016), a Vigilância Epidemiológica registrou 694 casos, com maior incidência nos meses de janeiro a maio.

Em 2015, foram 1.678 pacientes confirmados com dengue e em 2014, o número foi maior, com 1.861 confirmações e uma morte.

O pior ano nos registros da secretaria foi 2010, quando 11.509 pessoas foram diagnosticadas com dengue. Nesse ano, foram registrados seis óbitos devido à doença, sendo dois em fevereiro, dois em março – mês com 4.275 casos-, um óbito em abril e um em junho.

O ano seguinte, 2011, teve o menor número de casos, com 71 doentes.

Mesmo com a diminuição dos casos de dengue, as ações de combate da Vigilância Epidemiológica continuam sendo feitas diariamente em todas as regiões de Araçatuba. “Desde o ano passado estamos trabalhando na orientação da população e intensificando as ações, o que colabora para o resultado deste ano”, afirma Priscila Cestaro, enfermeira responsável pela VE.

Ainda de acordo com Priscila, não é possível prever as chances de um aumento de casos no próximo ano. “Iremos continuar nossos trabalhos na promoção da saúde e na prevenção da doença”, diz.

PREVENÇÃO

Existe disponível no mercado uma vacina contra a dengue, a Dengvaxia – vacina dengue 1, 2, 3 e 4 (recombinante, atenuada), produzida e comercializada pelo laboratório Sanofi Pasteur, que é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e indicada para aplicação em quem já teve dengue. A vacina está disponível na rede privada.

O Instituto Butantan está desenvolvendo uma outra vacina, de dose única, contra os quatro tipos de dengue. De acordo com o instituto, o estudo encontra-se na fase III, com a vacinação de 17 mil voluntários.

Após esse processo, a vacina será submetida à aprovação da Anvisa, para que, posteriormente, possa ser disponibilizada para a população na rede pública de saúde.

Os dados disponíveis até agora indicam que a vacina do Butantan é segura, que induz o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro vírus da dengue e que é potencialmente eficaz.

Enquanto a vacina gratuita não está disponível, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas, principalmente, durante surtos.

Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

ZICA E CHIKUNGUNYA

Não houve registros de casos de zica em Araçatuba em 2017, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Saúde. Já os casos positivos de chikungunya no município chegaram a nove, nos meses de janeiro a abril.

Do total de casos, dois foram registrados no São José (um em março e um em abril) e os outros sete nos bairros Moema, Aviação, Jardim Brasília, Castelo Branco, Ezequiel Barbosa, Santa Luzia e Panorama, sendo um caso em cada bairro.

Não há dados sobre o registro de chikungunya e zica nos anos anteriores para comparação.

Karen Mendes – Araçatuba

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