Após longa espera, Araçatuba consegue mais cinco anos de licença para aterro sanitário

A administração do prefeito Dilador Borges conseguiu nesta sexta-feira (12) uma das mais importantes conquistas de Araçatuba: a licença de operação do aterro sanitário até 12 de janeiro de 2023. Trata-se de um problema que se arrasta desde 2009 quando foi apresentado projeto de instalação novo aterro próximo ao atual. Porém, o assunto tornou-se polêmico com a proposta de instalação de um Centro Regional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (CGR) no Bairro da Pratinha. Esta proposta foi apresentada em 2013 e enfrentou resistência da população. Desde então o problema vem sendo debatido e a cidade chegou a ficar sem ter onde colocar o lixo no final de agosto do ano passado, quando obteve uma licença de curta duração. Agora, com licença para cinco anos, o município tem tempo de elaborar novo estudo ou até mesmo buscar um novo sistema de tratar os resíduos sólidos, como frisou o secretário de Meio Ambiente, Petrônio Pereira Lima. A licença foi emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

No governo passado várias tentativas foram feitas, mas sem sucesso. Sem a instalação de um novo aterro e sem conseguir a renovação de licença do atual por questões técnicas (proximidade do aeroporto), já planejava-se o transbordo do lixo para outra cidade. “Quando assumimos os estudos eram no sentido de fazer o transbordo para a região de São José do Rio Preto a um custo de R$ 700 mil a R$ 900 mil mensais”, disse Petrônio Pereira Lima. Além disso tinha o impacto do transporte diário de lixo.

Por isso, tão logo assumiu, foram iniciadas as conversas para resolver a questão. Porém, em agosto, venceu a licença e pelo menos em um dia não foi possível depositar o lixo no aterro. No entanto, a administração apresentou um projeto de retaludamento do atual aterro, que representava o aproveitamento do mesmo espaço. A justificativa era de que usava-se o mesmo espaço. Não era um processo novo. A licença foi concedida.

Para resolver a questão, a administração empenhou-se por meio de várias secretarias. O prefeito Dilador Borges, os secretários de Planejamento, Tadeu Consoni, de Obras, Constantino Vourlis, de Meio Ambiente, Petrônio Pereira Lima e outros setores. Inicialmente buscou-se a liberação da Aeronáutica. A justificativa apresentada por Consoni e defendida por Dilador foi no sentido de que não era um novo licenciamento. Portanto, não poderia ser aplicada a nova legislação. A defesa deu certo e conseguiu a liberação da Aernáutica. Como resultado disso, a foi emitida a licença para construção de uma nova célula, com investimentos da ordem de R$ 700 mil. A obra está concluída e a célula pode entrar em operação nos próximos dias. Para resolver a questão, faltava apenas a licença da Cetesp, que foi emitida nesta sexta-feira. Agora, cabe ao município o melhor gerenciamento do espaço para resolver o problema da destinação do lixo.

SECRETÁRIO

O secretário Petrônio Pereira Lima disse que a partir de agora o município já vai desenvolver o projeto para uma nova célula, que será instalada onde hoje funciona a cooperativa de recicladoras. “A cooperativa será transferida para uma área próxima e vamos aproveitar os 96 mil metros quadrados da área do aterro”, disse o secretário. Quanto ao tempo e à capacidade de armazenamento, Petrônio disse que depende de vários fatores. A implementação da coletiva pode aumentar a vida útil do aterro porque reduz o volume de material depositado. Ele estima que é possível trabalhar mais de cinco anos no local.

Quanto à conquista, Petrônio a considerou a mais importante do governo até agora. “Me sinto com o dever cumprido”, disse, lembrando também o fim do lixo do Arco Iris. Quanto a uma nova área para o futuro, ele disse que estão sendo desenvolvidas outras tecnologias para destinação de resíduos sólidos. Tudo deve ser observado, segundo o secretário.

DESABAFO DO PREFEITO

O prefeito Dilador Borges viveu momentos de apreensão no ano passado e colocou todo o peso de sua representatividade política para resolver a questão. Ontem, após a emissão da licença pela Cetesb, ele desabafou em uma rede social.

“Quero agradecer o comprometimento da nossa Administração neste desafio, aos que se envolveram direto e indiretamente. Além da nossa população que acreditou que não precisaria infectar uma região produtiva, e sim continuar tratando do nosso lixo em uma área já impactada. Fica aqui meus sinceros agradecimentos. Muito obrigado, Araçatuba”, postou o prefeito em sua página.

ANTÔNIO CRISPIM – Araçatuba

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