Custos de manutenção e contratos da gestão anterior motivam reajuste de taxas do Balneário

Buscando encontrar equilíbrio para equalizar o elevado custo de manutenção e despesas fixas com contratos feitos pela gestão anterior para manutenção e equipamentos de lazer e turismo do Balneário Municipal ‘ Miguel Jorge Tabox’ , a Administração da Prefeitura de Três Lagoas divulgou nesta semana o reajuste que já está valendo nas tarifas para entrada e locação de quiosques.

Segundo o geólogo do Departamento de Turismo, Ottony Ornelas, o Balneário Municipal custa entre 800 a 900 mil reais por ano e a bilheteria fatura algo em torno de 10% do total desta receita.

“A Prefeitura não consegue arcar com 90% deste valor sozinha e qualquer empresa quando chega nesta situação fecha. Não podemos chegar a este ponto com o balneário. Sendo assim, os frequentadores passam a colaborar com essa taxa mínima de uso, como acontece em todos os municípios do Brasil e no mundo que cobram taxas para a entrada em pontos turísticos ou para circular em pontos públicos da cidade tais como metrô, trens, balsas”, explica.

De acordo com a Diretoria de Turismo, os contratos com guarda-vidas, manutenção de áreas verdes do local, segurança patrimonial e serviço de limpeza e higienização predial do Balneário, licitados na antiga gestão, chegam a aproximadamente R$ 76 mil por mês. “Não estamos contabilizando neste valor a folha de pagamento e outras despesas como manutenção de veículos, combustível, água e energia elétrica”, pontua Ornelas.

Segundo o decreto nº 139 da lei 2.294 de outubro de 2008 e decreto nº 295 da lei 3.358 de novembro de 2017, que dispõe sobre administração do Balneário Municipal, poderão ser cobrados até 1% sob o valor do salário mínimo vigente (R$ 954) para entrada e até 10% sob a locação de quiosques. Mesmo com o reajuste de R$ 3 para R$ 5 na entrada e de R$ 20 para R$ 40 na locação de quiosques, o valor fica abaixo do estipulado por lei.

“Há locais do Brasil cuja locação do quiosque chega a R$ 80. O prefeito se preocupou que os reajustes fossem menores que o estipulado por lei, ou seja, abaixo de 1% para entrada do balneário e 10% para o aluguel de quiosques”, destaca o Secretário da pasta Antônio Empke.

Segundo Otony, com a reformulação dos contratos e as mudanças administrativas como o reajuste nas tarifas do balneário, a atual gestão quer atingir, em um primeiro momento, uma arrecadação que venha cobrir 30 a 50% das despesas do local. “Vamos trabalhar para chegar a 60% e 80% das despesas e quem sabe conseguir que o balneário seja autossuficiente financeiramente com sua receita cobrindo as despesas”, finaliza.

Como forma de minimizar ainda mais o custo para todos terem acesso ao balneário, a Prefeitura Municipal de Três Lagoas disponibilizará a população entrada e locação de quiosques gratuitos de terça a sexta-feira, com exceção em casos a título excepcional ou realização de algum evento da municipalidade.

Da Redação

você pode gostar também