Lei proíbe alimentação e manutenção de pombos na área urbana

O pombo é um animal que traz uma simbologia relacionada à paz, espiritualidade, liberdade e vida. Para os cristãos é uma representação do Espírito Santo. A Bíblia diz também que Noé soltou um pombo de sua arca para que este encontrasse terra firme após o dilúvio. No entanto, pombos vivendo em cidades significam um risco à saúde pública.

Uma lei foi publicada em Araçatuba nesta quinta-feira (07) para tratar no assunto. Sancionada pelo Executivo, a lei do vereador doutor Jaime José da Silva (PTB) proíbe a alimentação e a manutenção de pombos em praças, vias públicas e locais de acesso público na área urbana do município.

A lei diz que a Prefeitura poderá fazer parcerias com empresas e entidades locais para desenvolver campanha institucional de esclarecimento à população sobre os perigos ocasionados pelos pombos à saúde pública. A lei ainda não foi regulamentada e o prazo para isso é de 90 dias. Por enquanto não há sanções determinadas para quem for flagrado alimentando pombos.

DOENÇAS

Os pombos alimentam-se de grãos e sementes, mas aproveitam também restos de alimentos. A alimentação ativa, como é chamada a alimentação fornecida por pessoas em praças, parques ou residências, provoca o aumento da população dessa ave nas cidades e também o risco de contrair doenças.

O pombo, como muitos acreditam, não transmite a toxoplasmose pelas fezes, mas apenas pela ingestão de sua carne mal passada, se estiver com o parasita. Entretanto, a inalação da poeira que se forma após as fezes da ave secar pode causar criptococose, histoplasmose e clamidiose, doenças que comprometem o aparelho respiratório e podem afetar o sistema nervoso central.

Alimentos que estiverem contaminados por fezes de pombos podem transmitir a salmonelose e ácaros dessas aves podem causar dermatites quando em contato com a pele do homem.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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