Depósitos tentam segurar, mas gás de cozinha já é vendido a R$ 75 em Araçatuba

Após a Petrobras aumentar pela sexta vez consecutiva o preço do gás de cozinha, dessa vez em 8,9%, o botijão de 13 kg já é encontrado a R$ 75 em Araçatuba com a taxa de entrega. Desde que a empresa iniciou em agosto o ciclo de reajustes o acumulado já chega a 67,8%; naquele mês, antes do primeiro reajuste de 6,9%, o botijão mais caro na cidade podia ser adquirido por R$ 60, já com a taxa de entrega.

Os preços subiram em média R$ 20 na maioria dos estabelecimentos de Araçatuba entre agosto e início de dezembro. Entretanto, mesmo com o reajuste valendo desde terça-feira (05) alguns depósitos ainda praticavam, nesta quarta, valores anteriores. Situação que nesta quinta (07) já não deve mais ser encontrada, conforme alguns proprietários frisaram. O Liberal consultou seis comerciantes da cidade.

No mesmo estabelecimento que hoje cobra R$ 75 para entregar um botijão, localizado na Avenida Odorindo Perenha, esse preço até esta terça-feira (05) era de R$ 65, aumento de 11%. Em agosto, este mesmo local vendia o produto também a R$ 65. Na contramão do mercado, um estabelecimento na Rua Aviação estava vendendo nesta quarta-feira o gás de cozinha a R$ 65 com a taxa de entrega e R$ 60 para retirar no local, mais barato que há um mês atrás, quando os valores eram R$ 68 e R$ 65, respectivamente.

Em um depósito na Rua do Fico, onde há quatro meses o gás custava R$ 50, hoje não sai por menos de R$ 60 se o consumidor for buscar; R$ 70 para entregar em casa. A diferença de preço entre os estabelecimentos consultados chega a R$ 10 no valor com a taxa de entrega e a R$ 15 para retirar no local.

Segundo a Petrobrás, a principal causa do reajuste é a ” alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério norte ” , além da variação do câmbio, que contribui para a necessidade do aumento.

Entretanto, o aumento é aplicado nos preços praticados nas refinarias, sem incidência de tributos, e o repasse para o consumidor depende da distribuidora e da revendedora, uma vez que a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e variados.

TRÊS LAGOAS

Na cidade de Três Lagoas (MS) o preço médio do botijão com entrega é R$ 70, o que não é dos mais caros considerando que o Mato Grosso do Sul é o estado que teve o maior aumento em apenas um ano, de 13,18%, cinco vezes mais que a inflação acumulada no mesmo período. Mas, conforme frisaram os comerciantes, os preços praticados na cidade nesta quarta-feira (06) ainda não estavam reajustados.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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