No auge físico, André pode fechar 2017 como recordista de jogos no futebol brasileiro

Não há nenhum jogador de linha do Brasil que entrou em campo mais vezes que André no ano. O atacante nunca jogou tanto na vida. Artilheiro do Sport na Série A e na temporada, inclusive com recorde de gols pelo clube em uma edição de Brasileirão, esteve presente em 66 das 79 partidas oficiais do Rubro-negro em 2017. No próximo domingo, na Ilha do Retiro, será novamente acionado. Na “decisão” contra o Corinthians, o último ato dele num ano em que foi uma das exceções do contestado elenco, precisa mais do que nunca se fazer valer do seu apogeu físico e voltar a ser letal para ajudar o time a se salvar do rebaixamento.
Livre do apelido de “André Balada”, ganho quando jogava no Atlético-MG, em 2014, e era acusado pela torcida do Galo a exagerar nas festas, o atacante de 27 anos suportou bem uma elástica temporada que reuniu Estadual, Nordestão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileiro para o Sport. Os números dele impressionam. André jogou o equivalente a 83,5% das partidas do Leão em todas essas competições de 2017.
No recorte da Série A, o seu índice de presença é ainda maior. Atuou em 34 das 37 rodadas disputadas até aqui, sempre como titular, ou seja, esteve em campo em 91,8% do campeonato. Hoje, exceto goleiros, o atleta do país que mais se aproxima dos 66 jogos dele é Maycon, volante do Corinthians – com um a menos. A apenas uma partida para o fim da temporada regular e confirmado no duelo contra o Timão, o centroavante leonino, contudo, deve terminar o ano como dono do recorde.

André dispararia ainda mais nessa corrida se forem contabilizados os jogos que fez pelo Sporting de Lisboa, no início do ano. Pelo time europeu, jogou uma partida pela Liga Portuguesa, outra pela Taça de Portugal e mais uma pela Taça da Liga. Assim, são 69 jogos do atacante ao longo de 2017.

Repatriado pelo Sport ainda em fevereiro numa transação que custou R$ 5,23 milhões, André não demorou para reestrear pelo Sport. Começou mal. Perdeu pênaltis, conviveu com secas, mas cresceu de produção mesmo com a alta carga de jogos. Na rodada passada, ao atingir 15 gols no Brasileiro, isolou-se como maior artilheiro da história rubro-negra numa única edição do campeonato, superando Luis Carlos e Diego Souza – goleadores com 14 tentos, em 1985 e 2016, respectivamente.
Os gols de André na competição, por sinal, correspondem a um terço dos 45 feitos pelo Leão na Série A. Sustentando-se desde o início do ano entre os titulares do Sport, clube que mais jogou no país em 2017 ao lado do Flamengo, André nunca havia jogado tantas vezes como agora. O seu máximo foi em 2010, ao surgir meteoricamente no Santos, junto de Neymar e Paulo Henrique Ganso. À época, fez 56 partidas, sendo 41 pelo Peixe, 12 pelo Dynamo Kiev, da Ucrânia, e outras três pela seleção brasileira. O desempenho físico do jogador neste ano rende agora elogios do preparador Inaldo Freire.
“Ele é cuidadoso consigo mesmo. Nunca vi um atleta assim. Observo muito a alimentação dos atletas, e André é extremamente disciplinado. Não altera peso, não altera percentual de gordura. No treinamento, é altamente comprometido. Nos jogos, me chama atenção as ações dele em alta intensidade. Ele percorre de 9,6 a dez quilômetros por partida, média alta para um centroavante”, disse o profissional.

Da Redação

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