Funcionários de construtora protestam contra salários atrasados

Um grupo de 45 trabalhadores da construção civil fez uma manifestação pacífica em frente à unidade do Sesc Birigui durante as solenidades de inauguração, na manhã de ontem (sábado, 25).

O grupo, liderado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Araçatuba (Sticma), Antônio Carlos Pereira Sobrinho, reivindicava o pagamento do contrato realizado para a construção da sede pela empresa Tecsul Engenharia.

Em novembro de 2016 os funcionários foram dispensados da obra com cinco meses de salários atrasados e sem receber os devidos acertos pelo tempo trabalhado. A dívida chega a R$ 2 milhões.

“Eles nos mandaram embora somente com o fundo de garantia, que foi pago por causa de uma liminar que o sindicato conseguiu, e sem nenhum dos nossos direitos”, contou Geraldo Rodrigues Teixeira, de Salvador, Bahia.

Há mais funcionários que vieram de outras cidades e estados para trabalhar na construção do Sesc de Birigui e que não conseguiram voltar para suas casas desde o ocorrido. É o caso de Carlos Santana, que veio da Bahia para trabalhar na obra do Sesc e há três anos não vê a família.

“Não consegui voltar para minha família. Perdi uma casa, acumulei dívidas e arrumei outro emprego para conseguir juntar dinheiro para ir embora”, contou.

De acordo com o presidente do Sticma, o sindicato entrou na justiça para obrigar o Sesc a assumir a dívida da Tecsul, porque a empresa fechou e não tem condições de pagar os ex-funcionários.

“Nós ganhamos a causa e a justiça determinou que o Sesc assumisse a dívida porque a Tecsul trabalhou para eles. Mas o Sesc recorreu em todas as decisões e essas 45 famílias estão sendo prejudicadas há um ano”, explicou Antônio Carlos.

Além da decisão judicial, o presidente do sindicato afirmou que foram realizados acordos verbais entre o Sesc e a entidade para o pagamento dos funcionários, e que também não foram cumpridos.

Durante a manifestação os representantes do sindicato tiveram diversos entraves com a Guarda Municipal de Birigui e a Polícia Militar, que impediram a passagem do carro de som dos manifestantes.

Antônio Carlos afirmou à reportagem do LIBERAL que possuía requerimentos e autorizações da Guarda e da PM para a realização do protesto pacífico, mas que mesmo com os documentos em mãos foi impedido de usar o carro de som.

Karen Mendes – Birigui

você pode gostar também