FGV aponta aumento da confiança no setor de construção

O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getúlio Vargas alcançou seu maior patamar em 32 meses ao atingir em outubro 78 pontos, conquistando a quinta alta consecutiva. Conforme a pesquisa, esse resultado fortalece a percepção de retomada dos investimentos no setor, mesmo com a situação presente mantendo-se estável durante o mês.

O ICST é uma sondagem feita mensalmente e que gera um conjunto de informações usadas no monitoramento e antecipação de tendências econômicas da construção civil. Ele é composto por quatro quesitos: Situação Atual dos Negócios, Carteira de Contratos, Expectativas com relação à evolução do Volume de Demanda nos três meses seguintes e Expectativas em relação à evolução da Situação dos Negócios da Empresa nos seis meses seguintes.

“O aumento da confiança dos empresários do segmento reflete uma conjuntura mais favorável dada pela queda da inflação e da taxa de juros, que tem se traduzido no aumento dos lançamentos e das vendas nos últimos meses. A pesquisa de mercado das grandes incorporadoras do país (Abrainc) revela que essa dinâmica vem sendo comandada pelo segmento de habitação social, alavancado pelo Programa Minha Casa Minha Vida”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV.

Do conjunto de índices que formam o ICST o que mais contribuiu para o avanço da confiança no setor foi o segmento de Edificações, que avançou 2,3 pontos. Com esse resultado, o indicador atingiu 75,4 pontos, maior nível desde junho de 2015 (75,6 pontos).

FORÇA DA REGIÃO

A construção civil sofreu abalos durante a crise, mas em Araçatuba e região ela tem sido a força geradora de empregos e de aquecimento da economia. A microrregião de Araçatuba é a quarta que mais gerou emprego na construção civil ao longo deste ano.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro a setembro os oito municípios que integram a microrregião contrataram juntos 2463 e demitiram 2192, gerando um saldo de 271 empregos formais em 2017. O crescimento com relação ao mesmo período do ano passado é de 180%, quando 97 postos de trabalho foram criados.

Das 63 microrregiões do Estado de São Paulo apenas 22 estão com saldo positivo de emprego na construção civil, o que corresponde a 34%. Destas, as mais próximas a Araçatuba são: São José do Rio Preto (9º lugar), Presidente Prudente (13º lugar), Marília (14º lugar), Tupã (16º lugar), Barretos (17º lugar) e Lins (20º lugar). Com saldo negativo estão Bauru (perdeu 170 vagas), Birigui (perdeu 168), Andradina (perdeu 51), Votuporanga (perdeu 31), Jales (perdeu 21) e Auriflama (perdeu 16).

As primeiras colocadas na geração de emprego na construção civil são as microrregiões de São João da Boa Vista (saldo de 352 empregos criados), Franca (saldo de 346), Caraguatatuba (saldo de 344) e Araçatuba, em quarto lugar. Na sequência está Osasco (saldo de 262), Itapetininga (saldo de 246) e Jaú (saldo de 169).

Fernando Verga

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