Registros de nascimentos têm queda de 5,1% entre 2015 e 2016

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ontem, terça (14), que houve uma queda de 5,1% nos registros de nascimentos em 2016, em relação a 2015. No ano passado foram registrados 2.793.935 nascimentos no Brasil, enquanto em 2015, houve 2.945.344 nascimentos.

Desde 2010, essa foi a maior queda, incluindo o total do país e as Grandes Regiões. Entre os estados brasileiros, apenas Roraima teve um pequeno contingente positivo.

Araçatuba também acompanhou a tendência de queda no número de nascimentos. De acordo com levantamento do Cartório de Registro Civil, houve uma diferença de quase 500 nascimentos entre os dois anos.

Em 2015, foram registrados 2.529 nascimentos e em 2016, 2.040. O levantamento também apontou que no ano em que houve mais nascimentos ocorreram menos óbitos. Foram 2.151 mortes registradas em 2015, contra 2.301 em 2016.

O volume de óbitos registrados no Brasil nos últimos 10 anos teve um acréscimo de 24,7%, passando de 1.019.393 registros em 2006 para 1.270.898 em 2016, considerando os registros com informações de sexo e idade da pessoa falecida.

CASAMENTOS

Foram registrados 1.095.535 casamentos civis em 2016 em todo o país, sendo 5.354 entre pessoas do mesmo sexo. Houve redução de 3,7% no total de casamentos registrados em relação ao ano de 2015.

Este comportamento foi observado tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto para os cônjuges do mesmo sexo, a exceção das Regiões Sudeste e Centro-Oeste que apresentaram aumento nos casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, de 1,6% e 7,7%, respectivamente.

Para cada mil habitantes do país com 15 anos ou mais de idade, sete registraram casamento civil em 2016. A taxa de nupcialidade legal é menor da região Sul (6,03 casamentos por mil habitantes com 15 anos ou mais de idade) e maior no Sudeste (8,35‰).

Nas uniões civis entre cônjuges solteiros de sexos diferentes, para o Brasil, a diferença das idades médias ao contrair a união entre homens e mulheres era de aproximadamente 2 anos, sendo que os homens se uniram em média aos 30 anos e as mulheres aos 28 anos. Já entre cônjuges do mesmo sexo, a idade média ao contrair a união era de aproximadamente 34 anos, tanto para os homens, quanto para as mulheres.

DIVÓRCIOS

Em 2016, foram apurados 344.526 divórcios concedidos em 1ª instância ou por escrituras extrajudiciais, com um aumento de 4,7% em relação a 2015. Em média, o homem se divorcia mais velho que a mulher, com 43 anos dele contra 40 dela. No Brasil, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio é de 15 anos.

Ao avaliar os divórcios por tipo de arranjo familiar observou-se que a maior proporção das dissoluções ocorreu em famílias constituídas somente com filhos menores de idade (47,5%) e em famílias sem filhos (27,2%).

A guarda dos filhos menores é predominantemente da mãe, apresentando pequena variação negativa de 2015 (78,8%) para 2016 (74,4%). A guarda compartilhada aumentou de 12,9% em 2015 para 16,9% em 2016.

Karen Mendes

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