Índice larvário de Araçatuba é maior que o recomendado pelo Ministério da Saúde

O último Liraa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti) divulgado pela Prefeitura de Araçatuba mostra que o município ainda está em situação de risco com relação à proliferação do mosquito  Aedes aegypti , transmissor da dengue, zika, febre amarela e chikungunya. O resultado aponta o índice geral de 3%, sendo que o volume aceitável não deve ultrapassar 1%, conforme o Ministério da Saúde.

A pesquisa é feita pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e aconteceu entre os dias 2 e 27 de outubro. Segundo a coordenadora do órgão, Celia Taiacol, as chuvas que ocorreram no período podem ter colaborado para aumentar o número de larvas.

No primeiro semestre o resultado do Liraa, divulgado em março, foi de 9,3%, uma explosão diante do preconizado pelo órgão federal. Antes, em janeiro, saiu o resultado da última pesquisa feita em 2016, que atingiu o índice de infestação de 7,7%. De lá para cá houve uma diminuição, mas o resultado ainda não é o ideal.

O Liraa é obtido pela divisão do número de recipientes com larvas pela quantidade de imóveis visitados pelos agentes, multiplicando esse resultado por 100. A média de endereços que são vistoriados para compor o Liraa é de 5 mil imóveis. No último levantamento foram encontrados 174 recipientes com larvas.

A liraa dengue (2)

APELO

“Reforço o pedido para que toda a população se conscientize. É importante ter atenção água parada com ralos internos e externos das residências, nos pratos que dão suporte às plantas, bebedouros de animais domésticos, entre outros”, pede a coordenadora do CCZ. Segundo Taiacol, as equipes que realizaram as vistorias encontraram a maioria dos focos de larvas dentro das residências.

A área mais crítica do município é a zona norte, onde estão os bairros Distrito Industrial, Chácaras Arco Íris, São Rafael, Parque Industrial, Atlântico, Petit Trianon, Chácaras Versalhes e Etemp; nesta região foram encontrados 31 recipientes com larvas de  Aedes aegypti .

Outros bairros onde os moradores estão correndo maior risco de contaminação das doenças transmitidas pelo mosquito são o Santa Maria, Vila Estádio, Bandeirantes, Jardim Bandeiras, Saudade, Icaray, Nova Iorque, Esplanada e Jussara. Nestas localidades foram encontrados 30 recipientes com larvas.

Conforme relatório do CCZ, os locais com menor índice de infestação são os condomínios Terra Nova e Delta Parque e os bairros Jardim Aeroporto, Rosele, Chácaras TV, Jardim Regina e Jardim Presidente, onde foram encontrados 12 recipientes com larvas.

SITUAÇÃO DA DENGUE

Até outubro o município registrou 83 casos de dengue, resultado que só não é melhor que o de 2011, quando ocorreram apenas 71 casos da doença. Entretanto, 2011 é considerado um ano atípico, pois em 2010 o município enfrentou sua pior epidemia, com mais de 11,5 mil casos confirmados, e a queda subsequente é tida como natural. Em 2016 foram 694 casos e em 2015 foram 1678.

Com o Liraa acima do aceitável o risco de os casos de dengue aumentarem com a chegada das chuvas de verão é grande. Diante disso, nesta semana a Prefeitura deu posse aos membros do Comitê Institucional de Combate ao  Aedes aegypti , que tem como objetivo propor estratégias para as ações de prevenção e controle do mosquito.

FERNANDO VERGA – Araçatuba

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