Cenipa recolhe peças do avião para análises

Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) retiraram o motor e outras peças do monomotor que caiu sobre uma casa em São José do Rio Preto na tarde de segunda-feira (9) e causou a morte dos três ocupantes da aeronave.

O Cenipa fará a perícia do material recolhido para determinar a causa da queda do avião. Os técnicos do centro também buscam por imagens de câmeras instaladas em locais próximos ao acidente que tenham registrado o momento da queda.

A equipe do Cenipa chegou a Rio Preto na segunda à noite e iniciaram na manhã de ontem os trabalhos no local. A Defesa Civil e os bombeiros estão auxiliando os técnicos, buscando evidências sobre a causa do acidente.

O coronel da Defesa Civil, Carlos Lamin, informou que a equipe vai examinar o tanque de combustível, a fuselagem e o rádio para avaliar o que pode ter causado a tragédia. Ele informou ainda que a queda do avião não danificou a estrutura da casa.

O avião continua no quintal onde caiu e deve ser retirado nos próximos dias pela seguradora ou pelos responsáveis pelo equipamento.

NOS ARREDORES DE UMA ESCOLA

O acidente aconteceu a 300 metros do aeroporto Professor Eribelto Manoel Reino e a cerca de 80 metros da Escola Municipal Meu Amor, escola infantil localizada no número 355 da Rua Noruega. A casa onde o avião caiu fica é o imóvel de número 274.

No momento do acidente, 118 crianças entre 4 e 5 anos estavam na escola. Segundo relatos das professoras, elas ouviram o barulho e pensaram ser um acidente de carro. Só depois descobriram que se tratava da queda de um avião.

Testemunhas que viram o momento da queda afirmaram que de repente houve um ronco no avião e ele ficou desgovernado, dando uma guinada no ar. De acordo com os relatos, o piloto tentou arremeter e a impressão era de que ele cairia na praça em frente à escola, mas desviou e caiu no quintal da casa.

VÍTIMAS

O monomotor, que saiu de Tangará da Serra-MT e retornava a Rio Preto, de onde havia decolado inicialmente na última sexta-feira, 6, estava ocupado por Caique Caciolato, Allyson Lima dos Santos Versionato e William Rayes Sakr.

O empresário Willian Rayes Sakr, 58 anos, era proprietário do avião, um modelo Beech Aircraft. Ele era um dos sócios de uma rede hoteleira de Penápolis, de uma indústria e um espaço de food trucks na cidade.

Já Caique Caciolato era sócio de Willian no empreendimento de food trucks e um dos donos de uma rede de açaí. Ele estava em Tangará da Serra porque pretendia abrir novas unidades da franquia na região. Ele tinha 25 anos.

O médico Allyson Lima dos Santos Verciano trabalhava como cirurgião cardíaco. Ele tinha 33 anos e foi a Tangará da Serra para comemorar o aniversário da irmã com a família na cidade.

ENTERRO

As vítimas foram enterrados na tarde de ontem. O corpo de Willian Rayes Sakr foi cremado no cemitério Jardim da Paz no final da tarde e o sepultamento de Caique Costa Caciolato foi às 14h, no mesmo cemitério.

O corpo de Allyson Lima dos Santos Verciano foi levado para Tangará da Serra pela família, onde foi sepultado também no final da tarde de ontem.

Karen Mendes

São José do Rio Preto

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