Oportunidades e qualidade de vida para quem decide realizar um sonho

Um sonho e muita determinação são itens que não podem faltar na bagagem de quem decide viver em outro país. E desses materiais os entrevistados dessa semana entendem bem.

A artista plástica Rebeca Flott acalentou o sonho de viver nos Estados Unidos durante muito tempo, porém enfrentou muita burocracia para conseguir o visto para embarcar.

“Há 14 anos eu decidi começar uma nova etapa da minha vida e criar uma oportunidade diferente para mim. Demorou um ano para eu conseguir arrumar os documentos corretos e acertar tudo para o meu passo de fé”, relembra.

Rebeca vive no Colorado, é casada com um americano e tem um filho de 5 anos. Tem um estúdio de artes onde dá aulas de pintura e comercializa suas telas em uma grande rede americana lojas de móveis e decoração. “No Brasil eu vivia da arte, mas nada como a oportunidade e a valorização que eu tenho aqui nos Estados Unidos”, afirma.

Quando questionada sobre a vontade de voltar a Araçatuba, Rebeca acredita que após ter vencido as dificuldades para se adaptar seu futuro está determinado em solo americano. “Minha casa é no Colorado. O primeiro ano foi muito difícil, mas agora eu entendo que cada um de nós precisa viver sem olhar para trás. Eu vivo com o foco onde Deus me colocou para brilhar”.

EUROPA

Wellida e Willington Diniz também sonhavam em deixar o Brasil. Após tentarem se mudar para os Estados Unidos, Canadá e Austrália, conseguiram visto de estudante para a Irlanda. “A Irlanda nos incentivou a irmos como estudantes para adquirir experiência a aprender uma nova língua, no caso o inglês. Vendemos nossa casa e partimos com nossa cachorrinha para realizar nosso sonho”.

Há um ano e oito meses na Irlanda, eles contam que a adaptação, apesar de difícil, foi rápida. “É fácil se acostumar com coisas boas. Apesar da dificuldade com o idioma ou para conseguir um emprego rápido, nos assustamos com o preço das coisas”, conta.

Wellida explica que mesmo pagando tudo em euro – 1 euro equivale a R$ 3,72 – custos básicos de uma família podem ser supridos com o salário mínimo do país. “É muito barato fazer um mercado, passear ou comer fora aqui. Fomos a Paris e pagamos em uma passagem aérea apenas 9€ ida e volta!”.

Wellida está esperando seu primeiro filho. A gravidez não foi planejada, mas está sendo muito bem assistida na Europa. O pré-natal é gratuito e ela garante que é o melhor atendimento médico que ela já recebeu. “O atendimento e o cuidado que uma gestante recebe não se compara. Me sinto realizada de ter meu filho aqui”.

Se nascer na Irlanda, o bebê não terá nacionalidade irlandesa. Por isso, Wellida e Wellington se mudaram para a Espanha. “Nosso visto na Irlanda venceu e, para não ficar ilegais no país enquanto ele é renovado, conseguimos um visto de turista para a Espanha e nos mudamos para Madri para o bebê nascer aqui”.

A Espanha concede nacionalidade espanhola a filhos de brasileiros nascidos em seu território. “Isso vai nos ajudar a ficar aqui. Quando o bebê nasce, os pais ganham visto de um ano e dai em diante é possível ir renovando por até 5 anos para, enfim, solicitar a cidadania espanhola. As pessoas desconhecem, mas muitos brasileiros se legalizam aqui dessa forma”, explicou.

O casal não pensa em voltar ao Brasil. “Sentimos falta das pessoas, se pudéssemos traríamos todos para morar aqui e ficar perto de nós”.

Karen Mendes

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