Dilador Borges vai à Aeronáutica interceder pelo aterro sanitário

Em viagem a Brasília ocorrida nesta semana, o prefeito de Araçatuba Dilador Borges dedicou parte de sua agenda especialmente à questão do aterro sanitário do município. Ele disse estar cuidando pessoalmente do assunto. Acompanhado do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Petrônio Pereira Lima, eles passaram por diversos ministérios e também no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) no último dia 10.

O órgão presta serviços de gerenciamento de tráfego aéreo, defesa aérea, informações aeronáuticas, entre outros, e é o responsável por liberar parte do conteúdo da licença de permissão de uso emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que se refere ao impacto do aterro no espaço aéreo. A licença é fundamental para que a Prefeitura finalize a construção da nova célula no aterro sanitário. O prefeito apresentou o projeto para autoridades da aeronáutica e meio ambiente e afirmou que, além da documentação entregue no CINDACTA de Brasília, também está em diálogo com a unidade em Curitiba.

De acordo com o prefeito, a intenção é mostrar para as autoridades que não se trata de um aterro novo, mas de uma ampliação dentro de uma matrícula que já existe. “O nosso aterro é muito bem avaliado, notas acima de 9,5, então nós temos todas as condições de conseguir essa licença para a nova célula”, disse. “O que eu quero deixar bem claro aos poderes competentes é que Araçatuba não tem condição de na última hora, no imediatismo, cuidar de um transbordo de lixo. Não é concebível isso. Na minha cabeça não cabe isso”, enfatizou.

O transbordo seria possível apenas para a cidade de São José do Rio Preto, local mais próximo com aterro licenciado para tal finalidade, a um custo anual de R$ 10 milhões, conforme explicou Dilador. Para ele, essa solução seria muito pior se comparada ao impacto que o aterro gera na cidade, uma vez que o aterro licenciado está a 200 km de distância. “Esse lixo vai passando por outras regiões, um risco muito maior com saúde pública, contaminação. Então todas essas questões nós temos colocado para os poderes competentes e estamos buscando o licenciamento. Estou confiante nas normas técnicas e que o exemplo que é o nosso aterro vai ser suficiente”, disse.

NOVA CÉLULA
Foi iniciada em junho uma obra de ampliação do aterro, que está parada aguardando a licença da Cetesb de permissão de uso. Tudo dependerá do posicionamento do Comar (Comando de Aeronáutica): uma portaria criada em 2015 proíbe a existência de aterros sanitários em um raio de 20 quilômetros de distância de qualquer aeroporto por causa da presença de aves que podem levar riscos às aeronaves. O aeroporto local fica a uma distância de seis quilômetros do aterro.

Com esta ampliação o local terá vida útil por mais 24 meses. A primeira parte da obra foi realizada pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e contemplou a abertura da nova célula e terraplanagem. O próximo passo deve ser executado pela empresa Monte Azul Engenharia Ambiental Ltda, que venceu a licitação no valor de R$ 790.843,04 para fornecimento de materiais e instalação dos isolantes e drenos da nova célula.

Fernando Verga

você pode gostar também