Cinco missões para Rogério Micale em plena turbulência do time do Atlético na temporada

Rogério Micale tem na carreira 12 jogos como treinador de times profissionais. Cinco deles à frente do Atlético. A experiência maior é em trabalhos com categorias de base. Carrega consigo a glória de ter sido o único técnico a comandar a Seleção Brasileira Olímpica (sub-23) na conquista de uma medalha de ouro. Foi escolhido pela diretoria para ocupar, em um momento de decisões para o time, a vaga de Roger Machado, demitido após oscilações que comprometeram a campanha, principalmente no Campeonato Brasileiro. Sem tempo para treinar e fazer ajustes necessários, Micale agregou ao seu currículo as eliminações do Galo na Copa do Brasil e na Copa Libertadores, fracassos que encerraram as chances de título de expressão para o clube em 2017, ano de grandes investimentos. Os desafios do técnico não acabaram. Restando um turno a ser jogado pelo Brasileirão, Micale precisa encontrar um time, fazê-lo jogar para evitar que o risco de rebaixamento aumente a cada rodada. O presidente Daniel Nepomuceno já fez uma exigência: quer a vaga na Libertadores de 2018. “É obrigação”. A pontuação mostra que é possível. Cinco pontos separam o time do G-6. As atuações deixam claro que é preciso uma transformação drástica, caso contrário a briga será para não cair. Confira cinco missões para Rogério Micale, em plena turbulência da equipe:
Recuperar medalhões
O Atlético começou a temporada como candidato a “tudo”, graças ao elogiado elenco, recheado de grandes nomes. Entre altos e baixos, viu Fred ratificar a fama de artilheiro nos primeiros meses, Cazares mostrar potencial de garçom, Elias apresentar capacidade ofensiva, Robinho expor seu poder de decisão. O time foi campeão mineiro. Nos dias seguintes, a oscilação ganhou força. Os principais nomes da equipe sumiram em campo. Desgaste, calendário, queda técnica, desorganização tática. Não faltaram explicações. O fato é que as apostas para comandarem o Atlético em 2017 não se cumpriram. Robinho foi para o banco de reservas. Pablo foi a solução de Micale. Esteve longe de dar resultado. Reforços dificilmente virão. Rogério Micale terá de recuperar nomes como Fred, Elias e Robinho.
Fazer ataque funcionar
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

No momento de decisões, os gols se tornaram artigos raros no Atlético. Nos últimos 11 jogos, o time balançou as redes apenas seis vezes. Marcou um nos duelos contra o Botafogo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Levou três. Teve 180 minutos e não marcou um gol sequer contra o Jorge Wilstermann. Foi o primeiro clube do Brasil a ser eliminado por uma equipe da Bolívia na história da Libertadores. A eficiência ofensiva vai ser determinante para o galo mostrar qual caminho vai tomar até o fim do ano.

Resgatar emocional
Além da queda técnica do time, o Atlético terá de se reerguer emocionalmente. As duas eliminações em menos de 15 dias abalaram o time e os torcedores. Os atletas não têm muito tempo para lamentações. No próximo domingo, o Galo tem importante compromisso contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. Os cariocas, outro time apontado como favorito na competição, também fracassaram na briga pelo título. O duelo entre mineiros e cariocas será no Independência. A apoio da torcida alvinegro será essencial para o Atlético reagir. Apoio que não faltou nas últimas partidas. O time vai precisar dar uma resposta à arquibancada.
Voltar a vencer em casa
Difícil encontrar, no começo da temporada, um torcedor do Atlético que imaginasse que a equipe teria o “fator casa” como problema em 2017. O mando de campo sempre foi o forte do Galo. Desde 2012, tornou-se alicerce das principais conquistas do clube, seja no Independência ou no Mineirão. No Campeonato Brasileiro, em 10 jogos em casa, o Atlético sofreu seis derrotas. Venceu duas vezes apenas. O empate sem gols com o Jorge Wilstermann reforçou a série de decepções como mandante.
Dar repertório ofensivo ao time
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Umas das principais causas do desempenho ruim do ataque e dos resultados negativos em casa é a falta de repertório ofensivo ao Atlético. Há vários jogos, o Galo se tornou uma equipe de uma jogada só. Frente a adversários organizados defensivamente ou retrancas, o Alvinegro não encontrou saídas. Tabelas, dribles e penetrações para achar espaços foram lances difíceis de serem vistos. O desfecho das tentativas de ataque foram bolas levantadas na área. Cruzamentos que não surtiram efeito. Goleiros e zagueiros rivais levaram a melhor. Mesmo com jogadores como Cazares, Robinho, Elias, Valdívia, Fred, Otero, o Atlético virou refém do “chuveirinho”.

Da Redação

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